A brasileira Yarissa Pacheco e o seu filho de quatro anos foram detidos no desembarque em Lisboa. Eles receberam aviso que poderiam ser deportados para o Brasil e aguardam decisão no aeroporto.
— A primeira vez que o policial disse que a gente seria deportado, ele falou que os meus documentos não estavam válidos e que iríamos voltar no primeiro voo para o Brasil. Entrei com advogada e até agora não falaram nada — disse Yarissa ao Portugal Giro.
Em entrevista ao blog, Yarissa contou que desembarcou sem visto e com manifestação de interesse, uma medida de regularização que foi extinta, pendente. Foi ameaçada de deportação.
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A brasileira já viveu em Portugal, mas não tem autorização de residência. Para regularizar a situação, tinha que fazer o pagamento de um DUC (Documento Único de Cobrança).
— Cheguei em Lisboa dia 31 e fui para a fila de imigração. Entreguei documentos e disse ao policial que estava de regresso para ir à agência de imigração (AIMA) fazer o pagamento — disse ela, revelando estar com medo e continuando:
— Não estava tendo acesso ao pagamento. Já tinha mandado vários e-mails (à AIMA) e nada. Estava fora há três anos e a AIMA tem informado que, mesmo com a manifestação de interesse expirada, poderia fazer o pagamento.
A brasileira contou que já tinha a passagem comprada e, na última segunda-feira, o documento de cobrança não estava mais disponível na internet.
— Foi quando apareceu que tinha que estar em Portugal, na loja AIMA, para fazer o pagamento. Tinha passagem comprada e não tinha como voltar atrás — disse ela, que tem auxílio da Associação de Apoio e Integração de Estrangeiros e Familiares (AAEIF).Yarissa admitiu aos policiais que tem intenção de morar em Portugal com o marido, pai da criança, que é português:
— Fizeram perguntas, o que vinha fazer aqui. Disse que vim para viver, porque já vivi e tinha entrevista na AIMA. Quero construir minha vida aqui, trabalhar e contribuirDiante das respostas, Yarissa contou que um policial barrou a entrada e pediu que comprasse passagem de volta para o Brasil:
— Não tenho nada ilícito, mas a minha manifestação aparece como arquivada. Ele pediu que comprasse passagem de volta para 4 de setembro. E ainda botei dinheiro no banco. Depois de ter feito tudo que o policial pediu, Yarissa contou que ele iria tentar a liberação junto ao comando de fronteiras.Ambos passaram a noite no aeroporto enquanto a advogada Laura Beatriz (OA 60179P) tenta a liberação.
— Ela está apavorada, com medo, mas está sendo bem tratada. Estão detidos na sala do aeroporto — disse Laura Beatriz à coluna.Portugal apertou as regras de imigração e o Parlamento aprovou a criação de uma unidade policial de estrangeiros, que aumentou a fiscalização de imigrantes.
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Apesar de a unidade ainda não estar em funcionamento, a Polícia de Segurança Pública (PSP) tem sido mais incisiva no controle de estrangeiros em território português.
Fonte: O Globo