O catarinense Alberto Amílcar Besouchet, morto na Guerra Civil Espanhola
Noventa anos após o início da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), o jornalista Flavio Pinheiro resgatou a trajetória do catarinense Alberto Amílcar Besouchet, tenente do Exército e militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), que deixou o país para lutar como voluntário nas Brigadas Internacionais em defesa do governo republicano contra as tropas lideradas pelo general Francisco Franco.
Movido pelos ideais políticos da época, Besouchet se alistou para integrar o grupo formado por voluntários de diversos países que tentavam impedir o avanço das forças golpistas. No entanto, em meio às disputas internas da esquerda durante o conflito, acabou sendo acusado de trotskismo por integrantes ligados ao regime de Josef Stalin.
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A acusação teve um desfecho trágico. Em vez de morrer em combate contra as tropas franquistas, o brasileiro foi executado por stalinistas, tornando-se vítima das divisões ideológicas que marcaram o campo republicano durante a guerra.
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Na newsletter Pasmado, Flavio Pinheiro destaca que Alberto Amílcar Besouchet permanece como um personagem pouco lembrado da história. Para o jornalista, ele foi "um mártir pouco conhecido de uma aventura política arriscada, mas que valia um sonho", ao relembrar a trajetória do brasileiro que perdeu a vida lutando por uma causa na qual acreditava.