Caracas, capital da Venezuela, foi invadida pelos Estados Unidos nesse sábado (3/1). O presidente Nicolás Maduro foi capturado
Os brasileiros que moram em Caracas estão assustados com a espiral de incerteza política que assola a Venezuela após a ofensiva dos Estados Unidos que terminou com a captura de Nicolás Maduro nesse sábado (3/1). Com medo de possíveis represálias, eles evitam dar entrevistas e tentam se abastecer com suprimentos, caso a situação piore. Os poucos que aceitaram falar com a reportagem da RFI pediram anonimato.
Uma das pessoas entrevistadas afirma que “o que aconteceu foi o de menos. Agora vem o pesado. Não sabemos o que o governo e os aliados vão fazer. Vêm dias difíceis para a gente aqui. De manhã cedo os militares passaram armados em frente a onde moro. Agora são eles e os coletivos (paramilitares armados que defendem a revolução bolivariana) que vão sair para defender o país. É angustiante. Estamos em casa, sem poder sair”.
O clima no país é de tensão. Nas ruas de Caracas impera o silêncio.? As vias estão quase desertas. As poucas pessoas transitando buscam algum estabelecimento comercial aberto para abastecer a despensa com alimentos não perecíveis.
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“Aqui em casa tenho de tudo estocado. Não sabíamos quando isso (o ataque) iria acontecer, então fui me preparando. Mas estou com medo. Caso a situação piore, não há sequer por onde sair. Caracas está toda bloqueada, explicou outra brasileira.
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Na manhã desse sábado (3/1), o governo da Venezuela divulgou um comunicado — sem assinatura — anunciando o decreto de comoção exterior, o que seria equivalente ao estado de exceção.Com a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, não há informações sobre quem assumiria o Palácio Presidencial de Miraflores. Pela Constituição venezuelana, o cargo deveria ser passado para a vice-presidente, Delcy Rodríguez.
Fonte: Nexo