Ferramenta desenvolvida por pesquisadores italianos classifica os pets em cinco níveis de lateralidade e pode ajudar a entender aspectos ligados ao comportamento, à saúde e ao bem-estar dos animais
Cientistas vêm reforçando que, assim como humanos, cães também podem apresentar lateralidade, ou seja, preferência por usar mais uma pata do que a outra em determinadas tarefas. Um novo estudo trouxe um método mais padronizado para identificar essa característica nos animais.
A pesquisa inspirou a criação de um teste inédito que avalia qual pata o cão utiliza com mais frequência em atividades do dia a dia, como pegar objetos, se equilibrar ou interagir com brinquedos. A proposta é medir com mais precisão se o animal é “destro”, “canhoto” ou não possui uma preferência clara.
Segundo os pesquisadores, essa lateralidade pode estar relacionada a fatores comportamentais e até neurológicos, assim como ocorre em humanos. Estudos anteriores já indicavam que cães podem ter preferência por um dos lados do corpo, influenciando até padrões de atenção e comportamento.
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O novo método busca padronizar essa análise, reduzindo a subjetividade de observações feitas apenas pelos tutores. A ideia é aplicar uma espécie de “inventário de lateralidade”, permitindo comparar resultados entre diferentes cães e pesquisas científicas.
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Ainda assim, especialistas destacam que não existe uma tendência universal forte na espécie, já que muitos cães são ambilaterais ou não apresentam uma preferência consistente. Por isso, o teste ajuda a identificar padrões individuais, mas não define uma regra geral para todos os animais.