Presidenciável comparou o caso a investigações envolvendo filhos de outros presidentes, sem citar diretamente o nome de Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato ao Palácio do Planalto
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), intensificou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a abertura de um inquérito que investiga o filho do petista, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que o caso representa um exemplo de proteção política a familiares e fez uma comparação que rapidamente repercutiu no cenário eleitoral.
Ao comentar a investigação, Caiado declarou que "o rei protege o príncipe", em referência à relação entre Lula e o filho. Segundo o governador, o episódio reforça críticas sobre o uso da estrutura do poder para blindar parentes de investigações. A manifestação ocorreu um dia após a confirmação da abertura do procedimento autorizado pelo Supremo Tribunal Federal para apurar suspeitas envolvendo Lulinha.
Na mesma declaração, o pré-candidato do PSD afirmou que a crítica também poderia ser interpretada como uma referência a outros casos envolvendo familiares de políticos, sem citar diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também responde a investigações em diferentes frentes. A fala ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral para 2026, marcada pela troca de acusações entre os principais grupos políticos.
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A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e sustenta que o empresário jamais praticou atos ilícitos. O presidente Lula também afirmou recentemente que não utilizará o cargo para proteger o filho e declarou que ele deverá provar sua inocência durante o andamento das investigações.
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O episódio amplia a pressão sobre a corrida presidencial e deve continuar sendo explorado pelos adversários durante a campanha. Enquanto aliados da oposição usam a investigação para atacar o governo, integrantes do PT afirmam que o processo ainda está em fase inicial e que não há denúncia ou condenação contra Lulinha, defendendo que as apurações transcorram dentro da legalidade.