Coordenador do programa de governo afirmou que a recuperação de níveis maiores e sustentáveis de crescimento econômico passa pela redução da incerteza sobre a trajetória das contas públicas
A campanha do candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) estuda adotar um pacote de medidas voltado ao ajuste fiscal, com foco na redução das despesas públicas, no fortalecimento das contas do governo e na recuperação da confiança do mercado. Entre as principais propostas estão a redução das emendas parlamentares, um limite mais rígido para o crescimento dos gastos e o combate ao que classifica como distorções na estrutura do Estado.
As diretrizes foram apresentadas pelo coordenador do programa de governo, Roberto Brant, que defende que o equilíbrio fiscal é condição necessária para reduzir os juros, estimular investimentos privados e ampliar o crescimento econômico. Segundo ele, o atual volume de emendas parlamentares, estimado em cerca de R$ 60 bilhões, compromete a capacidade de planejamento do Executivo e deveria ser reduzido. Em um primeiro momento, os recursos economizados seriam destinados ao aumento do superávit primário e, posteriormente, poderiam abrir espaço para investimentos públicos.
Outra proposta prevê limitar o crescimento real das despesas da União a aproximadamente 1% ao ano, percentual inferior ao ritmo atual. Para Brant, o governo precisaria abandonar mecanismos que ampliam despesas fora das regras fiscais e adotar maior rigor no controle dos gastos correntes. O plano também inclui a revisão de supersalários no Judiciário e em outros Poderes, tema que, segundo ele, exige um pacto institucional para reduzir desequilíbrios nas contas públicas.
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O coordenador afirmou ainda que um eventual governo Caiado pretende discutir o fim da reeleição, avaliar uma nova reforma da Previdência e adotar medidas voltadas ao aumento da produtividade da economia. Segundo Brant, as propostas dependerão da composição do Congresso Nacional e da capacidade de negociação política, já que considera inviável implementar todas as mudanças em um único mandato.
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Na área econômica, a campanha também sinaliza que pretende manter o regime de câmbio flutuante e preservar a atual meta de inflação, apesar de avaliar que o objetivo de 3% foi definido em um contexto diferente. Para a equipe de Caiado, manter a meta inalterada ajudaria a preservar a credibilidade da política monetária e reforçar a confiança dos agentes econômicos enquanto o ajuste fiscal é implementado.