As altas temperaturas registradas em Manaus durante o verão amazônico têm aumentado a ocorrência de cães com quadro de hipertermia em clínicas veterinárias da capital. A condição ocorre quando a temperatura corporal do animal se eleva de forma extrema e pode evoluir rapidamente para complicações graves.
A hipertermia exige atendimento veterinário imediato, já que o excesso de calor pode provocar danos aos órgãos, sequelas neurológicas e, em casos mais graves, levar o animal à morte. O risco é maior durante períodos de calor intenso, especialmente quando o pet permanece em ambientes quentes ou sem ventilação adequada.
Diferentemente dos seres humanos, cães e gatos não conseguem controlar a temperatura corporal principalmente por meio da transpiração. A termorregulação desses animais ocorre sobretudo pela respiração, com o aumento da frequência respiratória e o ato de ofegar pela língua.
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Em dias de calor intenso e ar seco, esse mecanismo pode perder eficiência. Com isso, o organismo passa a ter mais dificuldade para eliminar o calor acumulado, aumentando o risco de hipertermia, principalmente em cães idosos, obesos, com problemas respiratórios ou de focinho curto.
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Veterinários recomendam atenção aos sinais de alerta, como ofegação excessiva, salivação intensa, fraqueza, dificuldade para respirar, desorientação e desmaios. Em caso de suspeita, o animal deve ser levado imediatamente a uma clínica veterinária, evitando medidas improvisadas que possam agravar o quadro.