Um estudo da Fundação do Câncer alerta para os riscos do melanoma extracutâneo, que pode surgir fora da pele, principalmente nos olhos, mucosas e órgãos dos sistemas genital e digestório. Apesar de menos frequente, esse tipo de tumor é considerado mais agressivo.
Segundo o levantamento, entre 1990 e 2021 foram registrados 1.324 casos de melanoma extracutâneo no Brasil. O olho foi o principal local de origem, responsável por 75% dos casos, seguido pelos órgãos genitais, com 12,8%, e pelo sistema digestório, com 8,2%.
O melanoma ocular pode permanecer sem sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, os sinais podem incluir visão embaçada, flashes luminosos, manchas no campo visual e perda de visão, o que reforça a importância de exames de rotina e do diagnóstico precoce.
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A Fundação do Câncer destaca que o combate à doença depende de prevenção, identificação rápida dos tumores e acesso adequado ao tratamento. No caso do melanoma de pele, a exposição à radiação ultravioleta é apontada como um dos principais fatores de risco.
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 9.360 novos casos de melanoma de pele no Brasil em 2026, reforçando a necessidade de acompanhamento médico e atenção a alterações na pele e na visão.