Pesquisa internacional mostra aumento da incidência em pessoas com menos de 50 anos
Tradicionalmente associado ao envelhecimento, o câncer de estômago passou a apresentar um novo cenário: o aumento de casos entre adultos jovens. Um estudo internacional publicado na revista científica Cancer Biology & Medicine apontou que a incidência da doença tem crescido em pessoas mais novas, enquanto registra queda entre as faixas etárias mais avançadas.
O câncer gástrico é atualmente o quinto tipo de tumor mais frequente no mundo, com quase 1 milhão de novos diagnósticos por ano. Apesar dos avanços na medicina, a doença ainda costuma ser descoberta em fases avançadas, o que reduz as chances de cura e contribui para altos índices de mortalidade.
A pesquisa analisou dados de 185 países entre 2003 e 2017 e identificou uma mudança no perfil dos pacientes. Embora a incidência geral tenha diminuído em várias regiões, houve aumento de casos entre pessoas com menos de 50 anos, principalmente em países da Europa, Américas, Nova Zelândia e África do Sul.
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Segundo especialistas, pessoas nascidas entre as décadas de 1980 e 1990 apresentam taxas maiores da doença em comparação com gerações anteriores. Alterações nos hábitos alimentares, aumento da obesidade, refluxo gastroesofágico e mudanças no microbioma intestinal estão entre os fatores investigados.
A bactéria Helicobacter pylori continua sendo o principal fator de risco conhecido para o câncer gástrico. Ela está relacionada a cerca de 90% dos casos de câncer localizado na região não cárdia do estômago. Estudos indicam que o tratamento para eliminar a bactéria pode reduzir entre 40% e 50% a ocorrência do tumor.

Foto: Reprodução/ Internet
Além da infecção por H. pylori, outros fatores aumentam o risco da doença, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação rica em produtos ultraprocessados, obesidade, histórico familiar e algumas síndromes genéticas hereditárias.
Especialistas alertam que o câncer gástrico em pacientes jovens pode apresentar características próprias e comportamento mais agressivo. Como a doença ainda é pouco suspeitada nessa faixa etária, muitos diagnósticos acabam acontecendo em estágios avançados.
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Para reduzir os riscos, médicos recomendam manter hábitos saudáveis, controlar o peso, evitar cigarro e excesso de álcool, melhorar a alimentação e investigar a presença da bactéria H. pylori. O diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para aumentar as chances de tratamento e cura.