O câncer colorretal, conhecido popularmente como câncer de intestino, vem chamando a atenção de especialistas pelo aumento no número de casos no Brasil e em outros países. E alguns dos primeiros sinais da doença podem aparecer em um momento comum do dia a dia: durante a ida ao banheiro.
O problema é que sintomas como mudanças nas fezes, prisão de ventre, diarreia ou presença de sangue muitas vezes são ignorados ou atribuídos a problemas simples. Com isso, a procura por atendimento médico pode acabar acontecendo somente quando a doença já está mais avançada.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal está entre os tipos mais frequentes no Brasil e provoca mais de 23 mil mortes por ano.
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SINAIS PODEM APARECER DURANTE A EVACUAÇÃO
Uma alteração que merece atenção é a mudança no hábito intestinal. O intestino pode começar a funcionar de maneira diferente do habitual, sem uma explicação clara.
Entre os sinais estão:
• fezes mais finas, achatadas ou com formato diferente do habitual;
• episódios persistentes de diarreia ou prisão de ventre;
• sangue nas fezes ou sangramento pelo reto;
• fezes muito escuras;
• sensação de que o intestino não foi completamente esvaziado após evacuar.
Esses sintomas não significam necessariamente que a pessoa tenha câncer. Hemorroidas, infecções, alterações alimentares e outras condições também podem provocar sintomas semelhantes.
Mesmo assim, quando as alterações permanecem por semanas, é importante procurar avaliação médica.
OUTROS SINTOMAS TAMBÉM PODEM APARECER
O câncer de intestino não provoca apenas mudanças durante a evacuação.
Dor ou desconforto abdominal persistente, perda de peso sem motivo aparente, cansaço excessivo e anemia sem causa identificada também podem ser sinais de alerta.
A presença de vários sintomas ao mesmo tempo ou a persistência deles deve aumentar a preocupação e motivar a busca por atendimento médico.
CASOS ENTRE OS MAIS JOVENS AUMENTAM
Embora a maior parte dos diagnósticos ainda aconteça em pessoas com mais de 50 anos, especialistas vêm observando um crescimento dos casos entre adultos mais jovens.
Ainda não existe uma única explicação para esse aumento. Pesquisas investigam possíveis relações com mudanças na alimentação, sedentarismo, excesso de peso e outros fatores presentes no estilo de vida moderno.
HÁBITOS PODEM AJUDAR A DIMINUIR O RISCO
Algumas mudanças na rotina estão associadas à redução do risco de desenvolver câncer colorretal.
Entre elas estão manter uma alimentação equilibrada, consumir verduras, legumes e fibras, praticar atividade física regularmente e controlar o peso.
Também é recomendado não fumar e evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
A hidratação adequada e uma rotina intestinal saudável também fazem parte dos cuidados.
COMO O CÂNCER DE INTESTINO É IDENTIFICADO
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) utiliza o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) no rastreamento de pessoas de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. O exame procura pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem estar relacionadas a pólipos ou outras alterações no intestino.
QUANDO O RESULTADO APRESENTA ALTERAÇÃO OU QUANDO EXISTEM
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O exame permite visualizar o interior do intestino e, em determinadas situações, retirar pólipos durante o próprio procedimento. Essa identificação e remoção de lesões pode ajudar a prevenir a evolução para um tumor.
Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal podem precisar começar o acompanhamento mais cedo, de acordo com avaliação médica.
ATENÇÃO AOS SINAIS PODE FAZER A DIFERENÇA
O câncer colorretal pode não apresentar sintomas claros nos estágios iniciais. Por isso, mudanças persistentes no funcionamento do intestino não devem ser tratadas como algo normal.
Sangue nas fezes, alterações prolongadas no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso inexplicável ou cansaço frequente são sinais que merecem investigação.
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A recomendação é não esperar o problema piorar. Ao perceber alterações persistentes, procure um profissional de saúde para avaliação e diagnóstico adequado.