Doença está entre os tumores mais frequentes no Brasil; especialistas recomendam atenção aos sinais de alerta e acompanhamento médico.
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, está entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil e pode atingir o cólon e o reto, partes do intestino grosso. Um dos principais desafios é que a doença pode evoluir sem apresentar sintomas evidentes nas fases iniciais, dificultando sua identificação precoce.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o período de 2023 a 2025, eram esperados 45.630 novos casos por ano no país. Os números reforçam a importância de ampliar a informação sobre a doença, seus fatores de risco e as medidas que ajudam na prevenção.
Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre, dor abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e anemia. Esses sintomas podem estar relacionados a outras condições de saúde, mas precisam ser avaliados quando persistem.
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De acordo com especialistas, muitos casos de câncer colorretal se desenvolvem a partir de pólipos, pequenas formações na parede interna do intestino que podem permanecer benignas por anos, mas algumas podem evoluir para tumores malignos. A identificação e a retirada dessas lesões podem reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
A colonoscopia é um dos principais exames utilizados para investigar alterações no intestino grosso. O procedimento permite visualizar a região e, quando necessário, retirar pólipos ou coletar amostras para análise. A indicação do exame depende da idade, dos antecedentes familiares, dos fatores de risco e da avaliação médica.
Hábitos saudáveis também podem contribuir para diminuir o risco. Entre as recomendações estão manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes, praticar atividade física regularmente, controlar o peso e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e carnes processadas. Evitar o tabagismo também é uma medida importante.
Embora o risco aumente com a idade, pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença. Por isso, alterações persistentes no hábito intestinal, sangramento nas fezes ou perda de peso inexplicada não devem ser ignorados, independentemente da faixa etária.
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A orientação é procurar atendimento médico diante de sinais suspeitos e conversar com um profissional de saúde sobre a necessidade de exames preventivos. O diagnóstico precoce pode ampliar as possibilidades de tratamento, enquanto a investigação adequada ajuda a identificar a causa dos sintomas e definir a conduta mais apropriada.