Doença que atingiu a atriz de 39 anos pode evoluir sem sintomas evidentes. Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e de exames preventivos.
A morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, neste domingo (18), após enfrentar um câncer de intestino, chamou a atenção para os riscos de uma doença que pode evoluir silenciosamente. Conhecida por interpretar Roberta na novela "Rebelde Brasil", a artista havia recebido o diagnóstico há aproximadamente dois meses, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles.
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, está entre os tipos de tumores mais frequentes no Brasil. A doença pode se desenvolver durante anos sem apresentar manifestações evidentes, dificultando sua identificação nas fases iniciais e contribuindo para diagnósticos tardios.
De acordo com o coloproctologista Danilo Munhóz, da Clínica Primazo, é fundamental observar alterações no funcionamento intestinal, mesmo entre pessoas mais jovens. Sangramento nas fezes, mudanças persistentes nos hábitos intestinais, anemia e perda de peso sem explicação estão entre os sinais que precisam ser investigados.
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Outros sintomas incluem cólicas frequentes, desconforto abdominal, sensação de inchaço e alterações entre episódios de diarreia e prisão de ventre. Entretanto, esses sinais também podem estar relacionados a outras condições de saúde, tornando necessária uma avaliação médica para identificar a causa.
Entre os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer colorretal estão obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e tabagismo. O histórico familiar também merece atenção, especialmente quando parentes próximos receberam diagnóstico da doença.

Foto: Reprodução
Especialistas destacam que a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir os riscos. Manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes, praticar atividades físicas regularmente e evitar o cigarro são algumas das medidas recomendadas para preservar a saúde intestinal.
A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, ressalta a importância dos exames preventivos, como a colonoscopia, que permite identificar alterações no intestino e remover pólipos antes que possam evoluir para tumores malignos. O rastreamento pode ser indicado a partir dos 45 anos, dependendo das recomendações médicas, ou antes em pessoas com histórico familiar e fatores de risco.
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O caso de Lua Blanco reforça a necessidade de atenção aos sinais do organismo e de acompanhamento médico regular. Embora o câncer de intestino possa apresentar evolução silenciosa, a identificação precoce aumenta significativamente as possibilidades de tratamento e cura, tornando a prevenção e o diagnóstico antecipado fundamentais para reduzir os impactos da doença.