Correções acontecem depois de ministro Dias Toffoli suspender candidatura de Renan Santos, que informou redes em 19 de agosto
Uma corrida aos tribunais eleitorais começou depois que a Justiça Eleitoral suspendeu a campanha digital de Renan Santos por não ter informado dentro do prazo todos os perfis que seriam utilizados durante a disputa. Após o caso ganhar repercussão, outros candidatos passaram a procurar os tribunais para regularizar as contas usadas em campanhas nas redes sociais.
O prazo para informar os perfis oficiais à Justiça Eleitoral terminou em 15 de agosto. Mesmo assim, diversos candidatos deixaram contas de fora do registro e passaram a apresentar pedidos de correção após a decisão envolvendo Renan. Entre os políticos que atualizaram os dados estão Sâmia Bonfim, André Janones, Lucas Pavanato e André do Prado.
A regra determina que os candidatos informem as contas que serão utilizadas para divulgação de propaganda eleitoral. A medida permite que a Justiça identifique os canais oficiais das campanhas e que as plataformas digitais adotem as restrições previstas para evitar que sistemas automatizados de recomendação favoreçam artificialmente determinadas candidaturas.
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No caso de Renan Santos, o ministro Dias Toffoli considerou que houve uma demora relevante. O candidato informou parte das redes sociais somente em 19 de agosto, quatro dias depois do fim do prazo. Na decisão que restringiu sua campanha digital, o ministro apontou que a omissão poderia dificultar a fiscalização da propaganda eleitoral na internet.
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A movimentação dos candidatos mostra o impacto da decisão sobre Renan e aumentou a preocupação das campanhas com possíveis irregularidades no ambiente digital. A busca pelos tribunais ocorre justamente para evitar que perfis não declarados sejam interpretados como uma tentativa de escapar das regras eleitorais e acabem provocando novas sanções durante a campanha.