NOTÍCIAS
Saúde
Canetas emagrecedoras e possível relação com Alzheimer entram em debate científico
Foto: Reprodução

Revisão científica reúne evidências de que medicamentos usados para emagrecer podem atuar em mecanismos da doença

As chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 usados principalmente no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, passaram a ser estudadas também por possíveis efeitos além do emagrecimento, incluindo uma eventual relação com doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

 

Pesquisas recentes têm levantado a hipótese de que esses medicamentos podem atuar em mecanismos biológicos ligados ao cérebro, como inflamação neural, resistência à insulina e acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide e a tau. Por conta disso, cientistas vêm investigando se esses fármacos poderiam ter algum efeito protetor sobre a saúde cognitiva.

 

Uma revisão de estudos pré-clínicos analisou pesquisas feitas em laboratório e com animais e encontrou indícios de que substâncias como semaglutida, liraglutida e outros medicamentos da mesma classe podem influenciar processos ligados à neurodegeneração. Em parte dos estudos avaliados, houve redução de marcadores associados ao Alzheimer, o que chamou atenção da comunidade científica.

 

Veja também 

 

Anvisa determina retirada de substância de xaropes para tosse por risco de arritmia grave

 

Hipertensão silenciosa e hereditária exige atenção e mudança de hábitos, alertam especialistas

 

Apesar desses sinais iniciais, especialistas reforçam que ainda não existem evidências conclusivas em humanos que comprovem que as canetas emagrecedoras previnem ou tratam o Alzheimer. Ensaios clínicos mais amplos não conseguiram demonstrar redução clara da progressão da doença, mesmo quando houve melhora em alguns biomarcadores.

 

Uso de canetas emagrecedoras por idosos requer cuidados, diz geriatra |  Agência Brasil

Foto: Reprodução

 

Pesquisadores explicam que o interesse nesse tipo de medicamento cresceu porque eles não atuam apenas no controle de peso, mas também em processos metabólicos e inflamatórios que podem estar ligados ao funcionamento do cérebro. No entanto, isso não significa que já exista indicação médica para uso dessas substâncias com foco em doenças neurológicas.

 

Outro ponto destacado por especialistas é que muitos dos resultados positivos observados até agora vêm de estudos iniciais, realizados em laboratório ou com modelos animais, o que ainda não garante o mesmo efeito em seres humanos. Por isso, a comunidade científica trata o tema como promissor, mas ainda experimental.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram  

 

Em resumo, embora haja pesquisas sugerindo possíveis conexões entre as canetas emagrecedoras e mecanismos relacionados ao Alzheimer, ainda não há comprovação de eficácia para prevenção ou tratamento da doença. O assunto segue em investigação e deve depender de novos estudos clínicos para chegar a conclusões mais sólidas. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.