NOTÍCIAS
Saúde
Canetas para emagrecer sem orientação médica acendem alerta para riscos à saúde
Foto: Divulgação

Compra de medicamentos pela internet e uso sem prescrição podem expor pacientes a doses inadequadas, produtos sem garantia de procedência e efeitos adversos.

O uso de medicamentos destinados ao tratamento da obesidade sem acompanhamento profissional tem se tornado uma preocupação de saúde pública. A facilidade para adquirir essas substâncias pela internet, além da entrada de produtos importados de procedência duvidosa, aumenta os riscos de automedicação e de tratamentos realizados sem segurança.

 

O problema não está restrito a uma determinada faixa etária. Adultos que desejam perder poucos quilos por motivos estéticos, adolescentes e até crianças com obesidade podem acabar utilizando medicamentos sem avaliação adequada.

 

O principal risco está justamente na ausência de etapas fundamentais de um tratamento: diagnóstico, indicação médica, produto de procedência conhecida, definição correta da dose e acompanhamento profissional.

 

Veja também 

 

Equipes de vacinação antirrábica da prefeitura iniciam visitas nos bairros nesta quinta-feira (3/9)

 

Epidemia de Ebola ultrapassa 3 mil mortos no Congo e se torna a mais letal da história do país

 

Medicamentos como semaglutida e liraglutida pertencem ao grupo dos análogos de GLP-1 e atuam sobre mecanismos relacionados à produção de insulina, além de reduzir o apetite e aumentar a sensação de saciedade. Já a tirzepatida atua sobre os hormônios GLP-1 e GIP.

 

Essas substâncias possuem eficácia comprovada no tratamento da obesidade, uma doença crônica que tem fatores biológicos e não deve ser encarada simplesmente como falta de força de vontade. Justamente por apresentarem resultados relevantes, porém, os medicamentos precisam ser utilizados dentro de critérios médicos.

 

Estudos clínicos demonstraram perdas significativas de peso com o uso de semaglutida e tirzepatida. Isso, no entanto, não significa que sejam medicamentos indicados para qualquer pessoa que queira emagrecer rapidamente.

 

RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO

 

Um dos principais problemas relacionados à compra clandestina ou pela internet é a falta de garantia sobre a procedência do produto. Medicamentos transportados ou armazenados de maneira inadequada, sem registro e controle sanitário, podem não oferecer segurança quanto à composição, concentração ou conservação.

 

O mesmo cuidado deve ser adotado com produtos manipulados sem controle adequado. Sem rastreabilidade, torna-se difícil assegurar a quantidade correta do princípio ativo e a qualidade da substância utilizada.

 

Outro risco é o uso sem diagnóstico e acompanhamento. Antes de iniciar o tratamento, é necessário verificar se existe indicação, avaliar possíveis contraindicações e definir a dose adequada. Durante o uso, o paciente também precisa ser acompanhado para analisar a resposta ao medicamento e eventuais efeitos adversos.

 

Náuseas e vômitos estão entre as reações que podem ocorrer. Em situações mais graves, podem surgir complicações como pancreatite, além de outros problemas associados ao uso inadequado ou à utilização de produtos sem controle de qualidade.

 

A indicação dos medicamentos também não deve ser confundida com uma solução estética para a perda rápida de alguns quilos. O tratamento da obesidade depende da avaliação individual do paciente e, quando indicado, deve ser associado a mudanças no estilo de vida.

 

CRIANÇAS E ADOLESCENTES EXIGEM ATENÇÃO

 

O uso desses medicamentos entre os mais jovens também precisa seguir critérios específicos. Existem opções aprovadas para determinadas faixas etárias, como liraglutida e semaglutida em adolescentes a partir dos 12 anos, quando há indicação médica.

 

Isso não significa, porém, que crianças e adolescentes possam utilizar as substâncias por conta própria. O tratamento deve ser definido por profissionais capacitados, com medicamentos aprovados e acompanhamento contínuo.

 

Para crianças menores de 12 anos, as evidências ainda são mais limitadas e não há medicamento aprovado para tratamento da obesidade nessa faixa etária, segundo as informações apresentadas no texto.

 

Por isso, a utilização de uma injeção comprada sem orientação médica representa justamente o contrário do tratamento seguro, mesmo quando existe indicação clínica para determinado paciente.

 

TRATAMENTO PRECISA DE ACOMPANHAMENTO

 

A obesidade deve ser reconhecida como uma doença que pode exigir tratamento adequado, e os medicamentos podem fazer parte dessa estratégia em casos selecionados. O problema surge quando essas substâncias passam a ser vistas como atalhos para alcançar determinado padrão estético.

 

Um tratamento seguro depende de diagnóstico, prescrição, medicamento com procedência garantida e acompanhamento profissional. A retirada de qualquer uma dessas etapas pode aumentar os riscos e comprometer os benefícios esperados.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram

 

O desafio, portanto, não é simplesmente escolher entre usar ou não medicamentos contra a obesidade, mas garantir que aqueles que realmente precisam tenham acesso ao tratamento correto e que pessoas de qualquer idade não sejam levadas à automedicação ou ao mercado clandestino. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.