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Cardiologista alerta: gordura visceral é a mais perigosa e pode causar doenças graves mesmo sem sintomas
Foto: Reprodução

Doutora em ciências, a cardiologista Rafaela Penalva destaca as condições de saúde desencadeadas pela gordura visceral

A chamada gordura visceral — aquela que se acumula profundamente no abdômen, ao redor de órgãos como fígado e intestino — é considerada uma das mais perigosas para a saúde, segundo especialistas. Diferente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, esse tipo de gordura não é visível facilmente, mas pode causar impactos significativos no organismo.

 

De acordo com cardiologistas, o grande risco da gordura visceral está no fato de ela ser metabolicamente ativa. Isso significa que ela libera substâncias inflamatórias na corrente sanguínea, contribuindo para um estado de inflamação crônica no corpo. Esse processo pode desencadear uma série de problemas de saúde, mesmo em pessoas que aparentemente não estão acima do peso.

 

Entre as principais complicações associadas estão doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e alterações no colesterol. O acúmulo dessa gordura também pode aumentar o risco de problemas no fígado, como a esteatose hepática, além de estar ligado a condições como demência e distúrbios metabólicos.

 

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Outro ponto destacado por especialistas é que a gordura visceral pode afetar diretamente o funcionamento do coração. Estudos indicam que o excesso de gordura abdominal está relacionado ao espessamento do músculo cardíaco e à redução da capacidade do órgão de se encher adequadamente de sangue, o que compromete sua eficiência ao longo do tempo.

 

Esse tipo de alteração é especialmente preocupante porque pode evoluir de forma silenciosa, sem sintomas evidentes nas fases iniciais. Ou seja, uma pessoa pode parecer saudável, mas já estar desenvolvendo problemas cardiovasculares importantes devido ao acúmulo de gordura na região abdominal.

 

Além disso, fatores como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, estresse e noites mal dormidas contribuem diretamente para o aumento da gordura visceral. Esses hábitos desregulam o metabolismo e favorecem o armazenamento de gordura na região do abdômen.

 

Para reduzir os riscos, especialistas recomendam mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do estresse e melhora da qualidade do sono. Essas medidas ajudam a diminuir a gordura visceral e a prevenir complicações mais graves.

 

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O alerta reforça que o acúmulo de gordura abdominal vai muito além de uma questão estética. Trata-se de um fator de risco importante para diversas doenças e que deve ser monitorado com atenção, principalmente por seu impacto silencioso e progressivo na saúde. 

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