Com preços próximos de recordes e famílias endividadas, torcedores trocam cortes bovinos por frango e linguiça para assistir ao Brasil em campo
A tradição de reunir amigos e familiares para assistir aos jogos da Seleção Brasileira continua firme nesta Copa do Mundo, mas o aumento no preço da carne está obrigando muitos torcedores a adaptar o cardápio do churrasco.
Com cortes nobres cada vez mais caros, consumidores passaram a procurar alternativas mais econômicas para não abrir mão da confraternização durante as partidas do Brasil. Carnes como picanha e filé perderam espaço para opções mais acessíveis, como bisteca, agulha, linguiça, frango e espetinhos.
Apesar dos preços elevados, a expectativa do setor supermercadista é de aumento nas vendas durante o Mundial. A Copa costuma impulsionar o consumo de alimentos e bebidas, principalmente produtos ligados ao churrasco, hábito que faz parte da cultura de milhões de brasileiros.
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Levantamentos do varejo apontam que os dias de jogos da Seleção costumam provocar uma corrida aos supermercados e açougues. Em algumas regiões, a procura por carnes cresce tanto que determinados cortes chegam a desaparecer das vitrines poucas horas antes das partidas.
Mesmo com o orçamento mais apertado, muitos torcedores afirmam que não pretendem abandonar o churrasco. A solução encontrada tem sido reduzir a quantidade de carne bovina, dividir os custos entre amigos ou apostar em opções mais baratas para manter a tradição durante os jogos do Brasil.
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Especialistas do setor acreditam que o comportamento deve se repetir ao longo da competição. Quanto mais longe a Seleção avançar na Copa, maior tende a ser o consumo de carnes e produtos para churrasco em todo o país.