Análise inovadora de DNA levou à detenção de Mayra Velasquez, de 42 anos, no Texas, pondo fim a uma longa investigação
Um crime que permaneceu sem solução por mais de uma década ganhou uma reviravolta nos Estados Unidos. A corretora de imóveis Mayra Velasquez, de 42 anos, foi presa suspeita de assassinar Irasema Chavez, de 32 anos, que foi encontrada morta com cerca de 100 golpes de faca dentro do apartamento onde morava em Arlington, no Texas.
O homicídio aconteceu em 20 de janeiro de 2012. Na época, investigadores não encontraram sinais de arrombamento no imóvel, indicando que a vítima poderia conhecer o responsável pelo crime ou ter permitido a entrada da pessoa.
Uma das principais pistas era uma gravação de uma câmera de segurança que mostrava uma pessoa usando roupas largas e capuz chegando ao apartamento de Irasema, batendo na porta e entrando após uma breve conversa.
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Durante a investigação inicial, a polícia encontrou vestígios de sangue que não pertenciam à vítima, mas os exames de DNA realizados na época não conseguiram identificar o suspeito. Em 2016, uma amostra chegou a ser analisada por especialistas em genealogia genética, mas o caso continuou sem solução.
A investigação foi retomada em 2024, quando o Departamento de Polícia de Arlington e o FBI passaram a utilizar a técnica de Genealogia Genética Investigativa, que cruza informações de DNA com bancos de dados genealógicos para encontrar possíveis suspeitos.
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Mayra Velasquez (à esquerda) é acusada de matar Irasema
Chavez com 100 facadas (Foto: Reprodução)
Após dois anos de análise, os investigadores obtiveram novas evidências consideradas suficientes para solicitar um mandado de prisão contra Mayra Velasquez. As autoridades, porém, não divulgaram quais provas levaram à prisão da suspeita.
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Ainda não foi confirmado se Mayra e Irasema tinham algum tipo de relação antes do crime. Após o assassinato, a suspeita teria seguido uma rotina considerada normal, realizando viagens internacionais para destinos como Peru, México, França, Inglaterra e Nova York. O caso segue em investigação.