Henry Borel morreu aos quatro anos de idade com várias lesões pelo corpo, incluindo ferimentos no crânio e hemorragia interna
O caso Henry Borel chega ao júri popular nesta segunda-feira (23/3), mais de cinco anos após a morte do menino de quatro anos. São réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. O julgamento marca um desfecho esperado para um crime que gerou enorme repercussão nacional.
Henry Borel nasceu em 3 de maio de 2016, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Sua morte ocorreu em 2021, pouco tempo após a separação dos pais. Nos meses seguintes ao divórcio, a criança apresentou sinais de sofrimento, como medo, regressão de comportamento e queixas físicas, sendo atendida por médicos e em sessões de psicoterapia. Relatos indicavam agressões e resistência em retornar à casa da mãe após visitas ao pai.
Na madrugada de 7 de março de 2021, após passar o dia com o pai, Henry foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto, já sem vida. O laudo pericial apontou 23 lesões pelo corpo, incluindo ferimentos no crânio e hemorragia interna, descartando acidente e confirmando violência extrema sem possibilidade de defesa.
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As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro indicaram que Henry era submetido a uma rotina de agressões atribuídas a Jairinho. Monique Medeiros teria conhecimento das violências, alertada pela babá do menino pelo menos um mês antes da morte, e ainda assim consentiu com a situação.
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O caso ganhou repercussão adicional com produções audiovisuais. A série Investigação Criminal, disponível na Apple TV, dedicou um episódio ao crime, enquanto a HBO Max anunciou um documentário sobre Henry Borel, que ainda não tem data oficial de estreia. O julgamento desta semana deve ser acompanhado de perto pela sociedade, dada a notoriedade do caso.