Estudo com dados de 18 países identificou maior incidência entre mulheres e em nações de baixa e média renda
O número de novos casos de demência pode dobrar até 2050, chegando a aproximadamente 24,7 milhões de registros por ano, segundo projeções de pesquisadores. O avanço está relacionado principalmente ao envelhecimento da população e ao aumento da expectativa de vida em diferentes países.
A demência é uma síndrome caracterizada pela perda progressiva de funções cognitivas, como memória, raciocínio, linguagem e capacidade de realizar atividades cotidianas. A condição pode comprometer a autonomia dos pacientes e exigir acompanhamento contínuo de familiares e profissionais de saúde.
Entre as principais causas está a doença de Alzheimer, responsável por uma parcela significativa dos casos. Também existem outras formas, como a demência vascular, que pode ocorrer em consequência de problemas que afetam o fluxo sanguíneo no cérebro.
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Especialistas alertam que a idade avançada é um dos principais fatores de risco, mas a demência não deve ser considerada uma consequência natural e inevitável do envelhecimento. Alterações persistentes de memória, dificuldade para realizar tarefas habituais e desorientação merecem avaliação médica.
Pesquisas indicam que determinados fatores podem influenciar o risco de desenvolver demência ao longo da vida. Hipertensão arterial, diabetes, sedentarismo, tabagismo, perda auditiva não tratada e isolamento social estão entre as condições associadas ao aumento do risco.
A adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para a saúde cerebral. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar doenças crônicas, evitar o cigarro e preservar o convívio social são medidas importantes para o envelhecimento saudável.
O crescimento projetado dos casos também representa um desafio para os sistemas de saúde e para as famílias, que podem precisar de maior acesso a diagnóstico, tratamento, assistência especializada e serviços de apoio aos cuidadores.
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Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância da prevenção e da identificação precoce dos sintomas. Embora nem todos os casos possam ser evitados, o controle de fatores de risco e o acompanhamento médico podem ajudar a preservar a saúde e a qualidade de vida.