Segundo o governo, os dados são resultado de ações coordenadas com Estados e municípios
O Ministério da Saúde informou que neste ano até o dia 11 de abril foram registrados 227,5 mil casos prováveis de dengue no País, bem abaixo dos 916,4 mil no mesmo período de 2025, o que significa uma queda de 75%. A retração segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total chegou a 1,7 milhão, após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.
Segundo o governo, os dados são resultado do fortalecimento das ações coordenadas entre o Ministério da Saúde, Estados e municípios. Entre as estratégias, está a ampliação do uso de ovitrampas (espécie de armadilhas de oviposição), presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano.
Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia (liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria de mesmo nome, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika, chikungunya, dentro do inseto), prevista para 72 municípios prioritários.
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“Mesmo com esses avanços, a dengue ainda é a doença que mais nos desafia", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Há uma grande expectativa em relação à produção de vacinas e ao desenvolvimento de novas alternativas tecnológicas, e seguimos trabalhando para ampliar cada vez mais as ferramentas de prevenção e controle.”
Os dados foram apresentados ontem, em Brasília, durante a 18ª edição da Expoepi, um dos principais eventos de vigilância em saúde do País. O cenário também indica avanços no controle de outras doenças infecciosas, como malária e doença de Chagas. -DV tem 80,5% de eficácia contra dengue grave por 5 anos
O governo também informou que mais de 1,4 milhão de doses foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos desde 2024, quando esta faixa etária passou a receber o imunizante. Neste ano, o Ministério da Saúde passou a ofertar a vacina nacional de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, para três municípios-piloto, para a faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina, que soma mais de 300 mil doses aplicadas.
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No mesmo evento, o ministério revelou que, no ano passado, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. A redução ocorreu principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%, passando de 54 para 39.