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Celso Amorim diz que reciprocidade não é punição e defende reação do Brasil aos EUA
Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Na quinta-feira, governo brasileiro informou ter notificado os Estados Unidos sobre o início do processo de reciprocidade

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que uma eventual medida de reciprocidade do Brasil contra os Estados Unidos não deve ser interpretada como uma punição ao governo americano. Segundo ele, o objetivo seria pressionar pela retirada de medidas consideradas injustificadas contra o país. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington.

 

Amorim defendeu que o governo brasileiro mantenha a serenidade, mas não permaneça passivo diante das ações dos Estados Unidos. Para ele, a aprovação da lei de reciprocidade comercial pelo Congresso, com amplo apoio dos parlamentares e do agronegócio, criou uma base para que o Brasil possa reagir caso as negociações não avancem.

 

O diplomata também afirmou que ainda existe expectativa de diálogo entre os dois países. A estratégia do governo brasileiro, segundo ele, é buscar uma solução negociada, mas sem abrir mão da possibilidade de adotar medidas de resposta. A ideia é utilizar a reciprocidade como instrumento de pressão para modificar as medidas impostas pelos americanos.

 

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Além da questão comercial, Amorim criticou o que considera tentativas de interferência dos Estados Unidos em assuntos internos brasileiros. Ele afirmou que o Brasil deve preservar sua soberania e rejeitou qualquer possibilidade de subordinação a interesses externos. Em declarações recentes, o assessor também defendeu que o país mantenha relações diversificadas e não dependa exclusivamente de uma única potência.

 

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Para Amorim, a relação com os Estados Unidos continua sendo importante para o Brasil, mas precisa ocorrer em bases de respeito e equilíbrio. O governo brasileiro busca evitar uma escalada de conflitos, enquanto mantém aberta a possibilidade de utilizar mecanismos de reciprocidade caso as medidas americanas permaneçam em vigor. 

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