Em notícia-crime protocolada nesta sexta-feira, o candidato do Missão também acusa o senador de desídia e omissão
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a investigação da suposta fraude que levou Flávio Bolsonaro a aparecer como filiado ao partido. A representação solicita a apuração de possível falsidade ideológica eleitoral relacionada ao registro que, inicialmente, impediu o senador de registrar sua candidatura pelo PL.
O episódio veio à tona quando a campanha de Flávio tentou registrar a candidatura e constatou que ele aparecia no sistema eleitoral como integrante do Missão, legenda que já possui Renan Santos como candidato à Presidência. A defesa do senador afirmou que a filiação não foi autorizada e tratou o caso como fraude.
O Missão, por sua vez, sustenta que também foi vítima da ação. A legenda afirma que alguém utilizou as credenciais disponíveis para realizar a filiação e que o próprio sistema identificou a irregularidade. O partido diz ainda ter comunicado o gabinete de Flávio sobre o episódio e encaminhado informações às autoridades.
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O TSE afirmou que o episódio não foi provocado por um ataque hacker ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, a filiação foi realizada por alguém que possuía credenciais da própria legenda para efetuar registros. O caso foi encaminhado para investigação, com participação da Polícia Judiciária, para identificar quem realizou o cadastro e em quais circunstâncias.
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A disputa ocorre às vésperas do prazo final para o registro das candidaturas. Enquanto Renan Santos busca esclarecer a origem da filiação e responsabilizar eventuais envolvidos, Flávio Bolsonaro teve sua situação partidária regularizada pelo TSE, permitindo o prosseguimento do registro de sua candidatura pelo PL. A investigação deverá apontar quem esteve por trás do cadastro e se houve prática de crime eleitoral.