Corretora desapareceu após descer ao subsolo do prédio em que morava
A investigação sobre o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, teve um avanço significativo na última sexta-feira (30). Durante a reconstituição do crime em Caldas Novas (GO), agentes da Polícia Civil localizaram o aparelho celular da vítima submerso em uma caixa de esgoto do condomínio onde ela residia.
O telefone, desaparecido desde o dia 17 de dezembro, é considerado um elemento crucial para o desfecho do inquérito. A localização do dispositivo em um ponto de difícil acesso reforça a tese de ocultação deliberada de provas. Segundo a família da vítima, o aparelho já foi encaminhado para perícia técnica, que tentará recuperar dados como mensagens, áudios e possíveis registros em vídeo feitos momentos antes do crime.
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Investigadores trabalham com a hipótese de que Daiane, que tinha o hábito de filmar irregularidades e conflitos na gestão do prédio, possa ter iniciado uma gravação ao descer ao subsolo para verificar os disjuntores de seu apartamento, cuja energia havia sido interrompida pouco antes.
CONTRADIÇÕES NO DEPOIMENTO DO SÍNDICO
A descoberta do aparelho confronta a versão apresentada por Cléber Rosa de Oliveira, síndico do condomínio e autor confesso do homicídio. Em depoimentos anteriores, Cléber alegou que o crime ocorreu após uma discussão espontânea no subsolo. No entanto, o descarte intencional do celular no sistema de esgoto sugere uma ação premeditada para eliminar evidências digitais.

Fotos: Reprodução
Poucos dias antes do crime, em 11 de dezembro, Daiane obteve uma vitória judicial contra a gestão do síndico, garantindo indenização e o direito de circular pelas áreas comuns.
A vítima foi atraída a um "ponto cego" das câmeras de segurança (área dos disjuntores) por volta das 18h56. O corpo foi transportado na caçamba de um veículo e abandonado em uma área de mata, sendo localizado apenas em 28 de janeiro.
Além do homicídio e da ocultação de cadáver, a Polícia Civil apura a participação de outras pessoas. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, chegou a ser preso temporariamente sob suspeita de obstrução de justiça, após comprar um novo aparelho celular para o pai um mês após o desaparecimento da corretora.
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A polícia também analisa o comportamento do porteiro do condomínio, uma vez que a troca de turnos coincidiu com o horário do desaparecimento. Para a cúpula da investigação, o síndico possuía a motivação (conflitos administrativos e judiciais) e a oportunidade técnica para executar o crime nas circunstâncias apuradas.