Imagem de câmera corporal mostra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no corredor do prédio enquanto policiais atendem à ocorrência no apartamento onde sua companheira foi encontrada baleada
O celular da soldado Gisele Alves Santana foi acessado e desbloqueado minutos depois de ela ter sido baleada na cabeça, segundo a Polícia Civil de São Paulo. A policial foi morta no dia 18 de fevereiro dentro do apartamento que dividia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, na região do Brás, em São Paulo.
A investigação apontou que o aparelho de Gisele foi desbloqueado às 7h58min18s, pouco depois do marido ter chamado o 190 às 7h54min58s. Testemunhas relataram ter ouvido um único disparo por volta das 7h28. Conversas apagadas do celular de Neto mostraram discussões sobre separação, que reforçam a versão de tentativa de manipulação de provas.
Laudos indicam que o tiro foi disparado por trás, com a mão esquerda do agressor segurando o rosto e pescoço da vítima, e a mão direita empunhando a arma. A posição do revólver na mão de Gisele levantou suspeitas de homicídio, já que em suicídios a arma geralmente cai. Perícias e reprodução simulada do crime contradizem a versão do tenente-coronel.
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Colegas relataram episódios de violência doméstica e assédio no trabalho. Neto teria usado sua posição hierárquica para controlar e constranger a soldado, acompanhando horários e interferindo na rotina profissional dela, além de proferir ofensas e desqualificá-la dentro da corporação.
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Geraldo Neto foi preso preventivamente em 18 de março, acusado de feminicídio e fraude processual. A defesa mantém que se trata de suicídio e recorreu ao STJ, alegando descontextualização e exposição indevida de mensagens privadas usadas para justificar a prisão.