Celular pode causar distração e fadiga mental nos treinos, mas também servir como ferramenta de apoio, afirma o médico Sebastião Julio
O celular virou presença constante nas academias, mas o hábito de conferir mensagens, redes sociais ou vídeos entre uma série e outra pode prejudicar o desempenho e aumentar a fadiga mental, segundo o médico Sebastião Julio. A atenção dividida pode fazer o treino perder ritmo e concentração.
De acordo com o especialista, ficar olhando para a tela durante os exercícios fragmenta a atenção e pode fazer com que a pessoa perca a percepção do esforço, da postura e da execução dos movimentos. Com isso, o corpo pode entrar no chamado “piloto automático”, comprometendo a qualidade do exercício.
Outro problema está no tempo de descanso. Uma pausa que deveria durar poucos minutos pode se transformar em um intervalo muito maior quando o aluno começa a navegar nas redes sociais. O problema, segundo o médico, não é necessariamente descansar mais, mas deixar que o celular determine o ritmo do treinamento.
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Apesar dos riscos de distração, o aparelho não precisa ser abandonado durante a atividade física. Ele pode ser útil para cronometrar intervalos, registrar cargas, acompanhar repetições e consultar a ficha de exercícios. A recomendação é ativar o modo “Não Perturbe” e evitar aplicativos que desviem a atenção.
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A dica é simples: se o celular está sendo usado apenas como ferramenta para organizar o treino, ele pode ser um aliado. Mas, se cada intervalo vira uma sessão de redes sociais, talvez seja justamente o aparelho que esteja impedindo você de aproveitar melhor a academia.