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CFM proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos em todo o Brasil após alerta sobre riscos
Foto: Reprodução

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu proibir o uso de PMMA, conhecido como polimetilmetacrilato, em procedimentos estéticos e reparadores em todo o território nacional. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (29) e passa a valer a partir de 2 de junho, quando a resolução será publicada oficialmente.

 

A decisão ocorre em meio ao aumento das discussões sobre os riscos associados à substância, utilizada há anos em preenchimentos corporais e procedimentos estéticos. O PMMA é um material permanente, diferente de outros preenchedores absorvidos pelo organismo com o passar do tempo.

 

Segundo o CFM, a única exceção permitida será para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS e seguindo protocolos definidos pelo Ministério da Saúde.

 

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A proibição ganhou força após a repercussão de casos envolvendo complicações graves relacionadas ao uso da substância. Um dos episódios mais recentes foi a morte da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, que passou mal após realizar um procedimento estético com aplicação de PMMA em uma clínica de São Paulo. O caso segue sob investigação.

 

Especialistas alertam que o produto pode provocar inflamações, infecções, reações alérgicas, necrose e outras complicações severas. Em alguns casos, os problemas podem surgir anos após a aplicação.

 

Entidades médicas afirmam que a retirada do PMMA do organismo costuma ser complexa e pode exigir cirurgias agressivas, além de deixar sequelas e deformidades permanentes.

 

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A medida do Conselho Federal de Medicina é vista como uma das ações mais rígidas já adotadas pelo órgão em relação ao uso de substâncias para fins estéticos e reacendeu o debate sobre a segurança dos procedimentos de harmonização corporal realizados no país. 

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