Em alguns casos, os investigados pagaram para que registros falsos fossem inseridos no Sistema de Informações do Programa de Imunização
A Controladoria-Geral da União (CGU) suspendeu oito servidores e empregados públicos envolvidos em fraudes nos registros de vacinação contra a Covid-19. As punições variam de 32 a 47 dias de suspensão e foram publicadas no Diário Oficial da União.
Segundo as investigações, alguns dos envolvidos pagaram para que registros falsos fossem inseridos no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Em outros casos, os investigados obtiveram certificados fraudulentos e utilizaram os documentos para comprovar vacinação em órgãos públicos ou realizar viagens internacionais.
Entre os punidos está um professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), que teria pago R$ 600 por um registro falso de vacinação. Também foi identificado o caso de um servidor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que desembolsou R$ 800 para obter quatro registros falsos no sistema.
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A CGU também puniu uma analista-tributária da Receita Federal e servidores ligados a universidades e hospitais federais. De acordo com os processos administrativos, alguns confessaram ter comprado registros falsos por meio de grupos em aplicativos de mensagens e utilizado os certificados para viajar ao exterior.
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As punições foram aplicadas pouco mais de três anos após a CGU investigar supostas fraudes no cartão de vacinação do então presidente Jair Bolsonaro, investigação que acabou dando origem a um inquérito da Polícia Federal. Em todos os casos, os servidores punidos receberam suspensões administrativas, que variam conforme a gravidade das condutas.