Testemunho no Tribunal do Júri expõe estratégia dos acusados para enganar familiares e detalha a brutalidade do crime que vitimou dez pessoas da mesma família.
Durante o julgamento de um dos crimes mais chocantes já registrados no Distrito Federal, um investigador da Polícia Civil revelou detalhes da estratégia usada pelos acusados para encobrir a chacina que vitimou dez pessoas de uma mesma família. Segundo o depoimento, os criminosos utilizaram os celulares das vítimas para enviar mensagens a parentes e conhecidos, simulando que todos estavam bem e, assim, evitando que o desaparecimento fosse rapidamente comunicado às autoridades.
De acordo com o policial, essa tática foi essencial para prolongar o tempo de ação dos envolvidos e dificultar a descoberta do crime. Familiares só passaram a suspeitar de algo mais grave após a localização dos primeiros corpos.
As investigações apontam que os suspeitos também usaram esse método para atrair novas vítimas. Foi assim que conseguiram levar a cabeleireira Elizamar da Silva e seus três filhos até uma emboscada. Utilizando o celular de Thiago Belchior, companheiro da mulher, os criminosos pediram que ela fosse até uma chácara. No local, ela e as crianças foram sequestradas e assassinadas.
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Segundo relatos apresentados no julgamento, os filhos do casal ainda estavam vivos quando o carro em que estavam foi incendiado. Eles morreram após inalar fumaça. Já Elizamar teria sido morta por asfixia antes de ter o corpo carbonizado.
O caso, ocorrido em janeiro de 2023, revelou um nível elevado de crueldade. Outras vítimas também foram mortas de formas violentas, incluindo disparo de arma de fogo, esgorjamento e esquartejamento. Em alguns casos, a perícia não conseguiu determinar a causa da morte devido ao estado dos corpos.

Foto: Reprodução
A investigação identificou cinco principais envolvidos, que teriam planejado o crime meses antes. Entre as motivações apontadas está a tentativa de se apropriar de uma chácara ligada à família, embora haja dúvidas sobre essa justificativa, já que o imóvel estava em disputa judicial.
Os réus respondem por diversos crimes, incluindo homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver e extorsão mediante sequestro. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 300 anos de prisão.
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O caso segue em julgamento e continua causando forte comoção pela violência extrema e pela frieza demonstrada pelos acusados ao longo da execução do plano criminoso.