Acordo prevê redução de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos chineses e outros US$ 30 bilhões em mercadorias americanas, além da extensão da trégua comercial até janeiro.
China e Estados Unidos anunciaram um acordo para reduzir tarifas sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. O entendimento prevê que cada lado recomende US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber tratamento tarifário mais favorável.
Entre os produtos americanos que poderão ter redução de tarifas estão milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais, peixes, madeira, cosméticos e dispositivos médicos. A soja, porém, não aparece na lista divulgada. Do lado chinês, estão incluídos eletrodomésticos, brinquedos, louças, roupas de cama, decorações e outros artigos de consumo.
O acordo é resultado da segunda reunião deste ano entre Donald Trump e Xi Jinping, realizada na semana passada em Washington. Segundo o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a medida pode ampliar o acesso ao mercado chinês para cerca de 30% das exportações americanas destinadas ao país.
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Os dois governos também concordaram em estender a trégua comercial até 10 de janeiro. A prorrogação, segundo o Ministério do Comércio da China, permitirá avaliar a implementação dos entendimentos e manter negociações sobre investimentos, barreiras comerciais e acesso aos mercados.
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Apesar do anúncio, as tarifas não foram alteradas imediatamente. As listas divulgadas pelos governos ainda dependem dos procedimentos e das legislações internas de cada país para que as reduções sejam efetivamente aplicadas. As negociações também continuam em áreas consideradas estratégicas, como terras raras e outros setores sensíveis.