Campus da Universidade Zhejiang em Hangzhou, na província de Zhejiang, no leste da China - Han Chuanhao/Xinhua
O ranking Leiden, que avalia a produção científica das universidades mais influentes do mundo, apontou uma mudança histórica no cenário acadêmico global. Pela primeira vez, a Universidade de Harvard deixou a liderança e caiu para a terceira colocação. O topo da lista passou a ser ocupado pela Universidade de Zhejiang, seguida pela Universidade de Xangai, consolidando o avanço da China no ensino superior.
O domínio chinês no levantamento é expressivo: oito das dez instituições mais bem colocadas são do país asiático, evidenciando o forte investimento em pesquisa, inovação e produção científica nos últimos anos. A Universidade de São Paulo (USP) aparece como a melhor brasileira no ranking, ocupando a 17ª posição mundial.
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A ascensão das universidades chinesas contrasta com a perda gradual de espaço de instituições tradicionais do Ocidente e reflete uma mudança no eixo global da ciência. O ranking Leiden é reconhecido por utilizar critérios objetivos, como volume e impacto das publicações científicas, sem levar em conta fatores reputacionais.

Entrada da Escola de Medicina da Universidade Jiao Tong,
a segunda melhor do mundo segundo o Leiden
Ranking (Foto: Divulgação)
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Esse novo cenário reforça a transformação do mapa acadêmico internacional, no qual a China deixa de ser apenas uma potência econômica e passa a assumir também papel central na produção de conhecimento científico.