Empresas estatais como a China Mobile e a China Telecom operarão a maior parte dos centros de dados e garantirão sua conectividade, segundo fontes a par dos estudos
A corrida global pela inteligência artificial ganhou um novo capítulo bilionário. A China está preparando um plano de aproximadamente US$ 295 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) para expandir sua infraestrutura de inteligência artificial e construir uma gigantesca rede nacional de data centers nos próximos cinco anos.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o projeto está sendo elaborado por órgãos estratégicos do governo chinês e tem como objetivo fortalecer a capacidade computacional do país, considerada essencial para o desenvolvimento de modelos avançados de IA. A iniciativa faz parte da estratégia de Pequim para reduzir a distância tecnológica em relação aos Estados Unidos.
O plano prevê a criação de centros de processamento de dados interligados em diversas regiões do país. A operação deverá ficar principalmente sob responsabilidade de gigantes estatais de telecomunicações, como China Mobile e China Telecom, que seriam encarregadas de garantir a integração da infraestrutura.
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Outro ponto que chama atenção é a aposta em tecnologia nacional. O projeto pretende utilizar fornecedores chineses em larga escala, com destaque para a Huawei, reduzindo a dependência de empresas americanas como Nvidia e AMD. A medida reforça a política de autossuficiência tecnológica adotada por Pequim nos últimos anos.
A movimentação ocorre em um momento de forte competição entre as duas maiores economias do planeta. Enquanto a China acelera seus investimentos, empresas de tecnologia dos Estados Unidos também estão despejando centenas de bilhões de dólares em infraestrutura para inteligência artificial, alimentando uma disputa que muitos especialistas já classificam como a nova corrida tecnológica do século XXI.
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Analistas avaliam que o domínio da inteligência artificial poderá influenciar não apenas o setor tecnológico, mas também áreas como defesa, economia, indústria e segurança nacional. Por isso, o anúncio do megaplano chinês é visto como mais um sinal de que a batalha pela liderança global da IA está longe de terminar.