Um cidadão americano foi libertado na Venezuela nesta sexta-feira, no contexto de um processo de excarcerações anunciado pelo governo venezuelano sob pressão dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela ONG Foro Penal, dedicada à defesa de presos políticos.
De acordo com a entidade, trata-se do peruano-americano Arturo Gallino Rullier, que estava detido desde 29 de novembro de 2025. Ele deixou a prisão de Rodeo I, uma das principais unidades penitenciárias do país, e já segue viagem rumo aos Estados Unidos.
“Confirmamos a excarceração do preso político peruano-americano Arturo Gallino Rullier. Ele já está a caminho dos EUA. Estava na prisão Rodeo I”, informou nas redes sociais Gonzalo Himiob, integrante da direção do Foro Penal.
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Em 8 de janeiro, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez anunciou um processo de libertação de um “número importante” de presos por razões políticas. No entanto, familiares de detidos e organizações de direitos humanos afirmam que as solturas vêm ocorrendo de forma lenta e limitada.
Segundo o governo venezuelano, mais de 800 pessoas teriam sido libertadas desde antes de dezembro, e uma lista com os nomes foi encaminhada ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. As organizações não governamentais, porém, contestam esses números. O Foro Penal afirma ter registrado pouco mais de 400 libertações com medidas cautelares desde dezembro.
A entidade contabiliza ainda 302 excarcerações realizadas após o processo anunciado depois da captura, em 3 de janeiro, do então presidente Nicolás Maduro, que acabou deposto em meio a uma operação norte-americana que incluiu bombardeios em Caracas e em cidades vizinhas.
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Apesar das libertações anunciadas, defensores de direitos humanos seguem cobrando maior transparência do governo venezuelano e a libertação de todos os presos considerados políticos, além do fim das detenções arbitrárias no país.