Inclinação do eixo de rotação e formato esférico do planeta explicam por que, no verão, região do Círculo Polar Ártico fica um longo período sem ver o pôr-do-sol
Uma cidade no extremo norte do Alasca entrou em um período incomum de luz contínua que vai durar cerca de 84 dias. O fenômeno, conhecido como “Sol da meia-noite”, faz com que o Sol não se ponha durante semanas, mantendo o céu iluminado mesmo durante o que seria a madrugada.
O caso ocorre em Utqiagvik, a cidade mais ao norte dos Estados Unidos, que fica dentro do Círculo Polar Ártico. Segundo registros meteorológicos e científicos, o último pôr do sol aconteceu no início de maio e a previsão é que o Sol só volte a desaparecer no horizonte no começo de agosto.
Durante esse período, os moradores convivem com luz solar praticamente 24 horas por dia. Muitos relatam a necessidade de usar cortinas blackout para conseguir dormir, já que não há escuridão natural completa.
Veja também

O fenômeno acontece por causa da inclinação do eixo da Terra, que faz com que regiões próximas aos polos fiquem continuamente voltadas para o Sol durante o verão no hemisfério norte. Isso mantém a luz solar constante por semanas ou até meses.
Apesar do nome, o “Sol da meia-noite” não significa que o astro fica parado no céu. Ele descreve um movimento circular próximo ao horizonte, sem o tradicional pôr do sol como ocorre em outras partes do planeta.

O fenômeno é cíclico e faz parte da rotina anual da região. No inverno, ocorre o efeito oposto, com longos períodos de escuridão conhecidos como noite polar, quando o Sol não aparece por semanas.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Mesmo com o impacto na rotina, o evento também atrai atenção de pesquisadores e curiosos por ser um dos exemplos mais extremos da influência da inclinação da Terra sobre o clima e a luz natural.