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Cientistas identificam ondas escuras que deixam partes dos oceanos sem luz
Foto: Reprodução

O fenômeno das ondas escuras marinhas é temporário e diminui a luz nos oceanos por dias ou até meses. Saiba como isso afeta os ecossistemas

Pesquisadores desenvolveram uma nova forma de reconhecer períodos em que grandes áreas dos oceanos ficam drasticamente escuras por vários dias — fenômeno batizado de “ondas escuras marinhas”. Esses episódios reduzem a quantidade de luz que chega à água, o que pode prejudicar a sobrevivência de organismos que dependem da luminosidade para viver, como algas, ervas marinhas e corais.

 

Embora o escurecimento dos mares já seja observado há muitos anos, cientistas só agora criaram critérios para medir, comparar e nomear esses eventos, levando em conta a intensidade da diminuição de luz e sua duração. Ao analisar diversos conjuntos de dados de luz subaquática em regiões como a costa da Califórnia e a Nova Zelândia, os pesquisadores identificaram dezenas de ondas escuras nos últimos dois décadas. A maioria delas durou de cinco a 15 dias, mas algumas persistiram por mais de dois meses.

 

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As ondas escuras marinhas podem ser desencadeadas por fenômenos naturais e atividades humanas, como tempestades intensas, ciclones, escoamento de sedimentos após incêndios e desmatamento, proliferação de plâncton e dragagens costeiras. Esses fatores reduzem a clareza da água e bloqueiam a entrada de luz.

 

Cientistas descobrem 'ondas escuras' que deixam os oceanos sem luz

Foto: Reprodução

 

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A diminuição temporária da luz no oceano pode afetar a fotossíntese e o comportamento de várias espécies marinhas, incluindo peixes e mamíferos, além de alterar seus padrões de alimentação e orientação. Os cientistas esperam que a nomeação e a medição desse fenômeno ajudem a aprofundar os estudos sobre seus impactos nos ecossistemas marinhos. 

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