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Cientistas mapeiam pela 1ª vez nervos do clitóris e mostram que sensibilidade sexual feminina pode ser maior do que se pensava
Foto: Reprodução

Imagens inéditas corrigem erro histórico da medicina e acontecem com quase 30 anos de atraso com relação ao órgão sexual masculino

Pela primeira vez, cientistas conseguiram mapear toda a rede de nervos do clitóris, revelando uma estrutura muito mais complexa do que a descrita nos livros de anatomia. O estudo mostra que ideias consolidadas há décadas estavam erradas.

 

As imagens inéditas chegam com um atraso de quase 30 anos em relação ao conhecimento sobre as terminações nervosas do órgão masculino. Enquanto a neuroanatomia do pênis foi detalhada ainda na década de 1990, o clitóris só agora pôde ser mapeado com esse nível de precisão.

 

O estudo utilizou uma tecnologia avançada de imagem em acelerador de partículas para observar estruturas microscópicas e reconstruir, em três dimensões, os caminhos dos nervos. O resultado corrige uma ideia difundida há décadas: a de que os nervos “diminuem” ao chegar à glande do clitóris. Na prática, é o contrário.

 

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Os pesquisadores identificaram que o principal nervo da região se ramifica intensamente, formando uma estrutura semelhante a uma árvore que se projeta até a superfície. 

 

Isso pode, finalmente, ajudar a compreender a sexualidade feminina, mas vai muito além: pode redefinir os limites das cirurgias na região para evitar a perda de sensibilidade e orgasmo, melhorar os processos de reconstrução em casos de mutilação, entre outros avanços.

 

A pesquisa é liderada pela pesquisadora Ju Young Lee, da universidade UMC de Amsterdam, e ainda não foi revisada por pares.

 

Este trabalho apresenta uma reconstrução 3D em alta resolução do clitóris, revelando sua neuroanatomia com detalhes sem precedentes. Essa é uma iniciativa científica para corrigir a lacuna do conhecimento anatômico sobre as mulheres”. — Ju Young Lee, neurocienstita e autora da pesquisa.

 

Imagem 3D mostra extensão de nervos do clitóris — Foto: Divulgação

Imagem 3D mostra extensão de nervos

do clitóris (Foto: Divulgação)

 

COMO A PESQUISA FOI FEITA E O QUE DESCOBRIU?


Para chegar a esse nível de detalhe, os cientistas usaram uma técnica chamada Tomografia de Contraste de Fase Hierárquica (HiP-CT), capaz de visualizar estruturas internas com resolução muito alta.

 

Os exames foram realizados no ESRF, um dos mais potentes aceleradores de partículas do mundo, na França. Nesse tipo de equipamento, feixes de raios X extremamente precisos atravessam os tecidos e permitem reconstruções em altíssima definição — algo impossível com métodos tradicionais de imagem.

 

Com isso, os pesquisadores conseguiram observar os chamados troncos nervosos dentro da glande do clitóris e acompanhar, em 3D, como eles se ramificam até a superfície — algo que nunca havia sido feito antes.

 

E a descoberta muda o que se tem até hoje registrado em livros e que norteia decisões na saúde feminina:

 

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Esse novo mapa também mostra que a sensibilidade não está restrita ao clitóris em si, mas se estende para áreas vizinhas, como o capuz do clitóris, o monte do púbis e os lábios vaginais.

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