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Cientistas sugerem que Lua pode guardar pistas de civilizações alienígenas
Foto: Reprodução

Astronauta Harrison Schmitt na superfície da Lua durante a missão Apollo 17, em 1972

Estamos sozinhos no universo? Uma das perguntas mais antigas da humanidade pode ganhar uma nova frente de investigação — e o local escolhido pelos cientistas fica bem mais perto do que se imaginava: a Lua.

 

Pesquisadores envolvidos na busca por sinais de inteligência extraterrestre, conhecida como SETI, sugerem que o solo lunar pode guardar partículas microscópicas deixadas por antigas civilizações alienígenas.

 

A hipótese foi apresentada em um estudo publicado no International Journal of Astrobiology. Os pesquisadores defendem que, caso uma civilização tecnológica tenha existido em algum ponto da Via Láctea, partículas produzidas por sua atividade poderiam ter viajado pelo espaço e chegado ao nosso sistema solar.

 

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Segundo Lewis Pinault, cientista afiliado ao Instituto SETI e pesquisador do Birkbeck College, da Universidade de Londres, a possibilidade de encontrar esse tipo de material na Lua não é considerada absurda.

 

A equipe estudou como estruturas tecnológicas extraterrestres poderiam sofrer processos de desgaste, erosão e fragmentação ao longo do tempo. Esses fenômenos poderiam transformar grandes objetos em partículas extremamente pequenas, capazes de se espalhar pelo espaço.

 

Algo semelhante acontece na própria Terra. Objetos produzidos pelo ser humano, como satélites e outras estruturas enviadas ao espaço, podem liberar materiais microscópicos durante sua permanência fora do planeta.

 

Os cientistas também criaram modelos para analisar como essas partículas poderiam se movimentar pela galáxia. De acordo com a pesquisa, algumas trajetórias poderiam eventualmente cruzar a região onde está o Sistema Solar.

 

Se parte desse material atingisse a Lua, algumas partículas poderiam sobreviver ao impacto e permanecer preservadas no solo lunar durante períodos extremamente longos.

 

A ideia é considerada uma possível nova forma de procurar as chamadas tecnossinaturas, termo usado para identificar possíveis sinais de tecnologia produzida por uma civilização extraterrestre.

 

Para Sofia Sheikh, cientista do Instituto SETI, a proposta representa uma abordagem criativa e promissora. Segundo ela, a possibilidade ganha ainda mais importância diante do novo interesse científico pela Lua impulsionado pelo programa Artemis, da NASA, que prevê o retorno de astronautas à superfície lunar.

 

Os pesquisadores acreditam que a Lua pode ser especialmente interessante porque seu ambiente é diferente do terrestre. A ausência de atmosfera e de processos erosivos semelhantes aos encontrados na Terra pode ajudar a preservar determinados materiais por muito mais tempo.

 

Para Ian Crawford, professor de ciência planetária do Birkbeck College e um dos autores do estudo, procurar restos físicos de uma possível civilização extraterrestre seria tão válido cientificamente quanto procurar sinais de rádio emitidos por ela.

 

A pesquisa, no entanto, não afirma que partículas alienígenas já tenham sido encontradas na Lua. O estudo apresenta uma hipótese e modelos que indicam que esse tipo de busca poderia ser possível.

 

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Agora, a expectativa é que futuras missões lunares possam analisar o solo com equipamentos cada vez mais sofisticados. Se algum material incomum for encontrado e posteriormente confirmado como artificial e de origem não terrestre, a descoberta poderia representar uma das maiores evidências já obtidas sobre a existência de vida inteligente fora da Terra. 

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