Dezenas de outros sofreram mutilação peniana durante os procedimentos amadores e sem higiene
Pelo menos 43 jovens morreram durante cerimônias tradicionais de circuncisão realizadas na África do Sul neste inverno. Os rituais fazem parte de uma tradição de passagem da infância para a vida adulta, mas têm provocado mortes e graves problemas de saúde quando realizados de maneira inadequada.
Diante do número de vítimas, as autoridades sul-africanas intensificaram as ações para combater práticas consideradas ilegais e perigosas. Segundo informações divulgadas no país, 40 pessoas foram detidas, enquanto 58 escolas de iniciação que funcionavam de forma irregular foram fechadas.
As investigações também resultaram na abertura de 116 processos criminais relacionados aos casos. As autoridades buscam identificar os responsáveis pelos procedimentos e verificar as condições em que as cerimônias foram realizadas.
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A circuncisão faz parte de rituais tradicionais praticados por comunidades sul-africanas e possui forte significado cultural. O problema ocorre quando os procedimentos são realizados sem condições adequadas de higiene, acompanhamento médico ou segurança, aumentando o risco de infecções, complicações e mortes.
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Materiais usados em circuncisões criminosas
de adolescentes na África do Sul
(Foto: Reprodução)
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O elevado número de vítimas voltou a provocar pressão sobre as autoridades para reforçar a fiscalização das escolas de iniciação e impedir que cerimônias clandestinas coloquem adolescentes em risco. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias das mortes e responsabilizar os envolvidos.