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Cirurgia de prótese peniana é segura? Entenda os riscos, tipos e indicação
Foto: Banco de imagens | Canva

Mateus Schettino, médico urologista, esclarece dúvidas acerca do procedimento e do pós-operatório

O mercado global de próteses penianas tem apresentado uma expansão expressiva, tendo sido avaliado em US$ 596,62 milhões em 2025 com projeção de alcançar US$ 639,52 milhões em 2026, de acordo com levantamentos da Fortune Business Insights. Esse crescimento reflete não apenas o avanço das tecnologias médicas, mas também a quebra progressiva de tabus e a busca crescente de homens por alternativas eficazes para a recuperação da sua qualidade de vida e saúde sexual.

 

No entanto, em meio à popularização dessa intervenção cirúrgica, uma das preocupações mais frequentes entre os pacientes diz respeito à segurança do procedimento.

 

Em entrevista recente sobre o tema, o urologista Mateus Schettino esclareceu que a cirurgia para o implante de prótese peniana é amplamente considerada um procedimento seguro, eficiente e previsível. Segundo o especialista, o sucesso da intervenção e a minimização de riscos dependem diretamente de uma avaliação pré-operatória criteriosa.

 

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É fundamental analisar com precisão o quadro de saúde do indivíduo e alinhar suas expectativas em relação ao resultado final, garantindo não apenas o êxito técnico na sala de cirurgia, mas também um elevado nível de satisfação pessoal após a recuperação.

 

Do ponto de vista médico e anatômico, a prótese peniana consiste em um dispositivo projetado para ser implantado no interior dos dois corpos cavernosos do pênis.

 

Sua principal função é devolver o enrijecimento necessário para a realização do ato sexual de maneira natural e satisfatória. Atualmente, existem dois tipos principais de próteses disponíveis no mercado mundial: as semirrígidas (também conhecidas como maleáveis) e as infláveis. A escolha do modelo ideal varia de acordo com as particularidades clínicas de cada paciente, suas preferências operacionais e seu estilo de vida.

 

A indicação para a cirurgia ocorre de forma bastante específica. O implante peniano não é adotado como a primeira linha de combate à disfunção erétil, sendo reservado para aqueles homens que não obtiveram resposta satisfatória aos tratamentos clínicos convencionais, como o uso de medicamentos orais ou terapias injetáveis. Nesses casos em que as abordagens tradicionais falham em proporcionar a rigidez necessária, a intervenção cirúrgica surge como a solução definitiva e mais eficaz.

 

De modo geral, as operações de implante peniano são classificadas como procedimentos rápidos e de baixa complexidade cirúrgica quando conduzidos por profissionais especializados. O tempo médio de duração varia conforme a complexidade do dispositivo escolhido: o modelo semirrígido leva em torno de 1 a 2 horas para ser implantado, enquanto o modelo inflável exige uma intervenção de aproximadamente 2 a 3 horas.

 

A internação hospitalar costuma ser curta, durando habitualmente cerca de 24 horas. Dessa forma, na maioria das situações, o paciente passa pela cirurgia no período da manhã e pode receber alta no dia seguinte, desde que sua evolução pós-operatória seja positiva e sem intercorrências.

 

Para assegurar o sucesso do tratamento e reduzir significativamente qualquer chance de complicação, os cuidados durante o período de recuperação desempenham um papel crucial.

 

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O pós-operatório exige paciência e disciplina por parte do paciente. O especialista reforça que é indispensável manter o repouso adequado e evitar a prática de atividades físicas intensas por um intervalo que varia de 30 a 45 dias. Já o retorno às atividades sexuais deve ser feito com cautela, sendo liberado gradativamente apenas após um período de convalescença que oscila entre 45 e 60 dias, garantindo a completa cicatrização dos tecidos e a perfeita adaptação ao dispositivo.

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