Em dez anos, o sistema aprovou mais de 90 mil operações
O número de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 54,3% entre 2016 e 2025. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), foram realizados 90.648 procedimentos no período.
Em 2016, a rede pública registrava cerca de 9 mil cirurgias por ano. Dez anos depois, o número chegou a 14.213 procedimentos.
Os dados foram apresentados durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica e incluem cirurgias reparadoras, funcionais e reconstruções mamárias realizadas após o tratamento contra o câncer.
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O levantamento também mostra o impacto da pandemia de Covid-19 na realização de procedimentos eletivos. Em 2020, no auge da crise sanitária, o número de cirurgias caiu para 4.547, aproximadamente metade do registrado nos anos anteriores.
Com a retomada dos atendimentos, os procedimentos voltaram a crescer nos anos seguintes.
De acordo com o levantamento, 82,3% das cirurgias realizadas no período não tinham finalidade exclusivamente estética. Foram 74.619 internações relacionadas a procedimentos indicados para tratar problemas físicos e funcionais.
Entre os casos estão cirurgias para correção de hipertrofia mamária, que pode provocar dores crônicas e limitações físicas, além de deformidades congênitas, assimetrias graves e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.
Também foram registradas 12.600 reconstruções mamárias pós-mastectomia com prótese e outras 3.429 reconstruções após mastectomia total ao longo da década.
A distribuição das cirurgias pelo país mostra uma concentração significativa na Região Sudeste. O território respondeu por 56,1% das internações registradas entre 2016 e 2025, com 50.848 procedimentos.
São Paulo liderou o número de cirurgias, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os cinco estados com maior volume foram:
São Paulo: 30.265 procedimentos;
Minas Gerais: 9.836;
Rio de Janeiro: 9.115;
Rio Grande do Sul: 6.000;
Bahia: 5.731.
Entre as regiões, o Nordeste registrou 15.985 internações, enquanto o Sul contabilizou 9.098. O Centro-Oeste teve 5.695 procedimentos e a Região Norte registrou 3.022.
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Os números evidenciam a diferença na oferta de cirurgias mamárias pelo sistema público entre as regiões brasileiras e os desafios para ampliar o acesso aos procedimentos reparadores e de reconstrução mamária.