Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master, e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL)
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tem recorrido a familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar fazer chegar ao ministro André Mendonça sua versão sobre episódios relacionados às investigações envolvendo o Banco Master. Castro aparece citado na proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira.
Segundo informações de bastidores, o ex-governador busca desvincular sua imagem da polêmica degustação de uísque promovida por Vorcaro em Nova York, em maio de 2024. A estratégia seria transmitir a Mendonça, por meio de interlocutores ligados ao tribunal, que o encontro não teve caráter exclusivo e contou com a presença de diversas personalidades.
A Polícia Federal aponta que o evento reuniu apenas dez convidados e teria custado mais de R$ 5 milhões. Castro, no entanto, sustenta que cerca de 40 pessoas participaram da confraternização, entre elas parlamentares do MDB e do Republicanos, além do filho de um ministro do Supremo.
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Entre os presentes estaria Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Conforme revelado pelo site Metrópoles, ele teria permanecido pouco tempo no local por considerar o ambiente excessivamente informal. Ainda segundo a reportagem, Rodrigo aconselhou o pai a não comparecer ao evento.
As investigações apontam que, um dia após a degustação, o Rioprevidência realizou um aporte de R$ 80 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. A Polícia Federal afirma ter identificado posteriormente outros dois investimentos, de R$ 80 milhões e R$ 70 milhões. Somados, os aportes do fundo previdenciário fluminense em operações ligadas ao banco teriam alcançado cerca de R$ 3,7 bilhões.
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O caso segue sob apuração das autoridades competentes.