Especialistas recomendam reforçar a hidratação e apostar em frutas, verduras e alimentos ricos em vitaminas para reduzir os efeitos da baixa umidade do ar.
A chegada do período de seca traz impactos que vão muito além do desconforto causado pelo calor. Baixa umidade do ar, lábios rachados, garganta seca, pele ressecada, cansaço e aumento das doenças respiratórias são alguns dos problemas enfrentados durante essa época do ano. Para amenizar esses efeitos, especialistas destacam que a alimentação pode ser uma grande aliada na manutenção da saúde.
Com a redução da umidade, o organismo perde água com mais facilidade por meio da respiração e da pele. Muitas vezes, essa perda acontece de forma silenciosa, sem provocar sede intensa, o que favorece quadros de desidratação leve. Mesmo nesses casos, a falta de líquidos pode comprometer a concentração, a disposição, a digestão e até o funcionamento do sistema imunológico.
Além de aumentar a ingestão de água ao longo do dia, nutricionistas orientam incluir no cardápio alimentos com alto teor de água. Frutas como melancia, melão, laranja, morango e acerola, além de vegetais como pepino, tomate e abobrinha, ajudam na hidratação e ainda fornecem vitaminas e minerais importantes para o organismo.
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Outra opção recomendada são os chás naturais sem açúcar. Bebidas preparadas com hortelã, camomila e hibisco contribuem para a hidratação e podem aliviar o ressecamento das vias respiratórias, podendo ser consumidas tanto quentes quanto geladas.
O período de seca também favorece o aumento de gripes, resfriados, alergias e outras doenças respiratórias. Isso ocorre porque a baixa umidade resseca as mucosas do nariz e da garganta, reduzindo a capacidade de defesa do organismo contra vírus e bactérias.
Para fortalecer a imunidade, especialistas recomendam alimentos ricos em vitamina C, como acerola, goiaba, kiwi, laranja e pimentão. A vitamina A, encontrada em cenoura, manga, abóbora e batata-doce, também desempenha papel importante na proteção das mucosas respiratórias.
Outro nutriente essencial é o zinco, presente em carnes, castanhas, sementes de abóbora e leguminosas, que auxilia no funcionamento adequado do sistema imunológico.
A pele, uma das regiões mais afetadas pela baixa umidade, também depende da alimentação para manter sua proteção natural. Gorduras saudáveis, como o ômega-3 e o ômega-6, ajudam a preservar a barreira cutânea e reduzir o ressecamento.
Esses nutrientes podem ser encontrados em peixes como sardinha, salmão e truta, além de alimentos como chia, linhaça, nozes, amêndoas, azeite de oliva e abacate.
Por outro lado, alguns alimentos e bebidas devem ser consumidos com moderação durante o período de seca. O excesso de álcool e cafeína pode aumentar a perda de líquidos do organismo, favorecendo a desidratação. Já alimentos ultraprocessados e muito salgados elevam a ingestão de sódio e dificultam o equilíbrio hídrico.
Especialistas também recomendam evitar refeições muito pesadas e gordurosas, já que a digestão tende a ficar mais lenta quando o corpo está com baixa hidratação.
Uma dica simples para acompanhar o nível de hidratação é observar a cor da urina. Quando ela apresenta coloração clara, indica que o organismo está bem hidratado. Já a urina mais escura pode ser um sinal de que é necessário aumentar imediatamente o consumo de líquidos.
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Mais do que esperar a sede aparecer, a recomendação é transformar a hidratação em um hábito diário durante o período de seca. A combinação entre boa ingestão de água e uma alimentação rica em frutas, verduras e alimentos nutritivos ajuda o organismo a enfrentar os efeitos da baixa umidade com mais saúde e qualidade de vida.