Cristiano Ronaldo não estará à disposição do Al-Nassr para a partida contra o Al-Riyadh, nesta segunda-feira (02/02). A ausência do camisa 7 na lista de relacionados não tem relação com problemas físicos, mas sim com um forte incômodo nos bastidores do clube.
De acordo com o jornal português A Bola, o astro vive um momento de desalinhamento com a diretoria do Al-Nassr e com a forma como o PIF tem conduzido os investimentos no futebol saudita.
O principal ponto de insatisfação de CR7 está na política de contratações. O português entende que o Al-Nassr não tem recebido o mesmo nível de aportes financeiros destinados a outros clubes controlados pelo fundo, especialmente o rival Al-Hilal.
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Na atual janela de transferências, apesar das cobranças públicas do técnico Jorge Jesus por reforços, o Al-Nassr anunciou apenas a contratação do jovem meia Haydeer Abdulkareem, de 21 anos, movimento considerado insuficiente internamente para elevar o nível competitivo da equipe.
Enquanto isso, o Al-Hilal foi mais agressivo no mercado, anunciando as chegadas de Pablo Marí e Darwin Núñez, além de avançar nas negociações para contratar Karim Benzema, atualmente no Al-Ittihad.
A imprensa local também aponta que o Al-Hilal está próximo de investir cerca de 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 189 milhões) para contratar o jovem atacante francês Kader Meité, de apenas 18 anos, que pertence ao Rennes, reforçando ainda mais o contraste entre os projetos.
O descontentamento de Cristiano Ronaldo se soma a críticas feitas anteriormente por Jorge Jesus. Em janeiro, o treinador afirmou em entrevista coletiva que o Al-Nassr “não tinha o poder político do Hilal”, declaração que gerou grande repercussão no futebol saudita. Na ocasião, o Al-Hilal chegou a solicitar punição ao técnico, pedido que acabou não sendo acatado.
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Criado para diversificar a economia e fortalecer a imagem internacional da Arábia Saudita, o PIF é hoje um dos maiores fundos soberanos do mundo. Além de Al-Nassr e Al-Hilal, o grupo controla clubes como Al-Ittihad, Al-Ahli, NEOM e o inglês Newcastle United. Ainda assim, a percepção de desequilíbrio na distribuição de recursos tem alimentado tensões, agora com impacto direto na presença de Cristiano Ronaldo em campo.