Novo formato amplia a quantidade de combinações disponíveis para registro de empresas. A mudança vale apenas para novos CNPJs, mas exige que negócios adaptem sistemas e cadastros para evitar problemas operacionais
Depois de mais de quatro décadas usando apenas números, o CNPJ agora também pode ter letras. A mudança começou a ser implantada pela Receita Federal em julho de 2026 e vale exclusivamente para novas inscrições. O primeiro CNPJ nesse novo formato foi emitido em 31 de julho, para uma filial do Banco do Brasil.
A alteração foi necessária por causa do crescimento contínuo do número de empresas no país. O modelo formado somente por números possui uma quantidade limitada de combinações disponíveis, e a Receita decidiu adotar caracteres alfanuméricos para ampliar a capacidade do cadastro e garantir que novos CNPJs continuem sendo emitidos nas próximas décadas.
Apesar da novidade, quem já possui CNPJ não precisa fazer absolutamente nada. Os números atuais continuam válidos e não serão substituídos. Durante o período de transição, CNPJs somente numéricos e novos registros com letras e números poderão existir ao mesmo tempo.
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O novo modelo mantém os 14 caracteres do CNPJ tradicional, mas passa a combinar letras e números nas posições de identificação. Os dois últimos caracteres continuam sendo números e correspondem aos dígitos verificadores. A implantação será gradual, portanto nem todo novo CNPJ receberá letras imediatamente.
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A mudança também exige atenção de empresas, bancos, órgãos públicos e desenvolvedores de sistemas. Programas que armazenam ou validam CNPJs precisam estar preparados para reconhecer letras no cadastro, evitando problemas em notas fiscais, sistemas contábeis, contratos e integrações. Para o cidadão que já tem empresa registrada, porém, a regra é simples: o CNPJ continua o mesmo e permanece válido.