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Nova Lei Seca: drogômetro pode custar até cinco vezes mais que bafômetro e enfrenta desafio nas ruas
Foto: Divulgação

Coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto alerta para despesas com equipamentos importados, testes e contraprovas laboratoriais

A nova Lei Seca passou a permitir o uso de drogômetros, equipamentos capazes de identificar a presença de drogas e outras substâncias psicoativas em motoristas. Apesar de ser considerado um avanço na fiscalização, o dispositivo enfrenta um obstáculo importante: o alto custo de aquisição e operação.

 

Segundo Rodolfo Rizzotto, coordenador do programa SOS Estradas, os equipamentos utilizados para detectar drogas podem custar, em média, quatro a cinco vezes mais que os destinados à fiscalização de álcool. Além disso, como muitos aparelhos são importados, ainda é necessário passar por processos de homologação antes da utilização pelas autoridades brasileiras.

 

Outro problema está no custo de cada teste. De acordo com o especialista, uma análise com drogômetro pode custar operacionalmente cerca de 20 vezes mais que um teste para detectar álcool. Em caso de resultado positivo, ainda pode ser necessária uma contraprova em laboratório, com análise de saliva, urina ou sangue, o que aumenta o tempo e as despesas da fiscalização.

 

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Rizzotto também alerta que a recusa ao teste pode representar um desafio para a aplicação da nova medida. Assim como ocorre com o bafômetro, o motorista pode se negar a realizar o procedimento e estará sujeito às consequências previstas na legislação. Para o especialista, o drogômetro deve ser utilizado principalmente em situações suspeitas, como quando o agente identifica sinais de alteração no comportamento do condutor.

 

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Apesar das dificuldades, Rizzotto considera a ferramenta importante para aumentar a segurança no trânsito, mas afirma que o drogômetro não será uma solução definitiva. Segundo ele, o equipamento precisa fazer parte de um conjunto de medidas de prevenção e fiscalização, incluindo exames toxicológicos, campanhas educativas e operações de trânsito, para reduzir os casos de motoristas que dirigem após consumir drogas. 

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