Ministro rejeitou novo pedido de habeas corpus e afirmou que a defesa não apresentou fundamentos excepcionais para revogar a prisão.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quarta-feira (19/8), mais um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-piloto Pedro Turra, que permanece preso preventivamente desde janeiro por causa da investigação sobre a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos.
Na decisão, o ministro Messod Azulay Neto entendeu que o pedido não se enquadra nas hipóteses legais para concessão de habeas corpus e afirmou que não foram apresentados elementos que justificassem uma medida de urgência. Segundo o magistrado, também não havia plausibilidade jurídica para acolher o pedido.
A investigação aponta que, em 22 de janeiro, Pedro Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em uma briga em Vicente Pires, no Distrito Federal.
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Imagens gravadas por testemunhas mostram o ex-piloto desferindo socos na cabeça do adolescente durante a confusão. Pouco depois das agressões, Rodrigo foi levado em estado grave para um hospital particular em Águas Claras, onde foi intubado, entrou em coma e sofreu uma parada cardíaca.
Ainda no mesmo dia, Turra foi preso pela Polícia Civil inicialmente pelo crime de lesão corporal grave.
Em depoimento, o ex-piloto afirmou que não pretendia machucar o adolescente e alegou que tentou interromper a briga antes das agressões.
Durante a investigação, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apontou indícios de que pessoas que estavam no veículo com Turra teriam tentado alinhar versões dos fatos em seus depoimentos.
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Rodrigo Castanheira permaneceu internado por 16 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu em 7 de fevereiro em decorrência das lesões sofridas.