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Cocielo e integrantes do PodPah pedem rejeição de ação movida por deficiente visual
Foto: Divulgação

Influenciadores afirmam que falas tiveram contexto humorístico, negam ofensas direcionadas ao autor e contestam pedido de indenização de R$ 250 mil.

A ação judicial envolvendo o influenciador Júlio Cocielo, os apresentadores do PodPah e um homem com deficiência visual ganhou um novo desdobramento. Os réus apresentaram oficialmente sua defesa à Justiça e solicitaram a rejeição da ação por danos morais movida por André Romão da Silva.

 

A contestação, protocolada em 30 de março de 2026, foi assinada por Júlio Cocielo, Igão, Mítico, Victor Henrique Assis Franca, CEO do PodPah, e pela empresa PDPH Produções S.A., responsável pelo podcast.

 

Na defesa, os influenciadores sustentam que não há provas de que os comentários feitos durante um episódio do programa tenham sido direcionados ao autor da ação. Segundo eles, durante a conversa foi feita referência apenas a "um cara", sem qualquer menção a nome, apelido ou outra informação que permitisse identificar André Romão da Silva.

 

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Os réus também argumentam que as declarações ocorreram em um contexto de entretenimento e humor, estando protegidas pelo direito à liberdade de expressão e à manifestação artística. Além disso, negam ter tido a intenção de ofender, constranger ou causar prejuízos à honra de qualquer pessoa.

 

Outro ponto levantado na contestação é que o episódio não teria gerado repercussão suficiente para justificar uma indenização por danos morais. A defesa ainda afirma que a ação possui caráter oportunista e aponta supostas inconsistências na versão apresentada pelo autor.

 

Caso a Justiça entenda que houve dano moral, os influenciadores pedem que uma eventual indenização seja fixada em valor inferior ao solicitado por André, que pleiteia R$ 250 mil.

 

ENTENDA O CASO

 

André Romão da Silva, que é deficiente visual, ingressou com uma ação contra Júlio Cocielo, os apresentadores Igão e Mítico, o CEO Victor Henrique Assis Franca e a PDPH Produções S.A.

 

Segundo o autor, durante um episódio do PodPah exibido em setembro de 2025, os participantes fizeram comentários colocando em dúvida sua deficiência visual e afirmando que ele possuía diversos imóveis em Osasco, na Grande São Paulo.

 

André nega as acusações e afirma depender da ajuda financeira de familiares, vizinhos e de doações recebidas enquanto pede auxílio em trens da região metropolitana. Para comprovar sua condição, ele apresentou documentos médicos à Justiça.

 

Na ação, o homem afirma que, após a repercussão do episódio, passou a ser abordado por passageiros que questionavam sua deficiência e sua situação financeira, o que, segundo ele, lhe causou constrangimentos e danos à imagem.

 

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Além da indenização de R$ 250 mil por danos morais, André também pede que os envolvidos façam uma retratação pública. Anteriormente, ele solicitou a retirada do vídeo do ar por meio de uma decisão liminar, mas o pedido foi negado. Na ocasião, a magistrada entendeu que, em uma análise inicial do processo, não era possível concluir que as falas faziam referência direta ao autor, já que seu nome não foi citado durante a transmissão do podcast. 

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