Conhecer a origem da doença pode fazer diferença no tratamento e na prevenção
Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e controlar o peso são medidas essenciais para prevenir doenças cardiovasculares. No entanto, algumas pessoas desenvolvem colesterol alto, diabetes ou obesidade mesmo adotando hábitos saudáveis. Segundo especialistas, a genética pode ser um dos principais fatores por trás desses casos.
Uma nova diretriz da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC) reforça que doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e problemas renais compartilham mecanismos biológicos e fatores de risco, o que exige uma abordagem mais integrada para prevenção e tratamento.
De acordo com o cardiologista Marcelo Bittencourt, da Dasa Genômica, nem todo colesterol alto está relacionado à alimentação. Em alguns casos, alterações hereditárias dificultam a eliminação do colesterol pelo organismo, aumentando o risco de infarto ainda em idade precoce.
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Especialistas orientam atenção quando há histórico familiar de infarto antes dos 55 anos nos homens ou 65 anos nas mulheres, colesterol elevado em diferentes gerações, diabetes diagnosticado ainda na juventude ou obesidade grave desde a infância. Nessas situações, a investigação genética pode ajudar a identificar a causa da doença e orientar o tratamento, além de permitir o rastreamento de familiares.
Os testes genéticos também conseguem detectar formas hereditárias de diabetes, alterações ligadas à obesidade e doenças hepáticas de origem genética, contribuindo para diagnósticos mais precisos e terapias personalizadas.
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Apesar da influência dos genes, médicos ressaltam que a herança genética não determina sozinha o surgimento dessas doenças. Alimentação saudável, prática de exercícios, controle do peso e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais para reduzir os riscos e melhorar a qualidade de vida.