Suspeito, que também ficou ferido no confronto, teve a prisão preventiva decretada enquanto permanecia internado.
A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção do comerciante Luciano Smanioto Matos, de 46 anos, investigado pela morte do vizinho Willian de Assis Costa, de 35, durante uma troca de tiros registrada em Diadema, na Grande São Paulo.
A decisão foi tomada enquanto Luciano permanecia internado em um hospital, após ser baleado na perna durante o confronto. O mandado de prisão foi cumprido na própria unidade de saúde, onde o comerciante segue sob escolta policial.
Segundo testemunhas, após atingir o vizinho com disparos, Luciano teria dito: "Tomou para aprender, tomara que morra". A versão, no entanto, é contestada por familiares do investigado, que afirmam que Willian teria sacado a arma primeiro e se identificado como CAC (Caçador, Atirador Desportivo e Colecionador) antes do início dos tiros.
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De acordo com a Polícia Civil, o suspeito ainda não foi interrogado devido ao seu estado de saúde. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, e ele permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto as investigações prosseguem.
O tiroteio aconteceu na manhã de domingo (2), após uma festa realizada por Willian. Conforme a apuração policial, o desentendimento entre os vizinhos começou depois que a vítima teria efetuado disparos para o alto durante a madrugada. Horas depois, os dois discutiram em frente às residências e iniciaram uma intensa troca de tiros.
Willian morreu no local, ainda segurando uma pistola calibre 9 milímetros. Luciano foi atingido na perna, enquanto a mãe dele, de 64 anos, sofreu ferimentos causados por estilhaços e recebeu atendimento médico, sendo liberada no mesmo dia.
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Durante a perícia, policiais encontraram marcas de disparos no portão da casa do comerciante e em outros imóveis da rua. As armas utilizadas pelos dois homens foram apreendidas e encaminhadas para exames periciais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.