Entre os alvos estão cinco adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e um jovem de 18 anos
Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (5) resultou na prisão e apreensão de seis suspeitos investigados por envolvimento na morte de uma adolescente de 13 anos, ocorrida no mês passado, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. O caso ganhou repercussão nacional após a morte da jovem ser transmitida ao vivo em uma plataforma digital.
Batizada de Operação Lívia, a ação foi coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram cumpridos mandados nos estados do Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio de Janeiro.
Entre os alvos estão cinco adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, e um jovem de 18 anos. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa que utilizava plataformas de comunicação para coagir, ameaçar e manipular adolescentes. O suposto líder seria um adolescente de 14 anos, apreendido no Rio de Janeiro.
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De acordo com a Polícia Civil, os investigados podem responder por homicídio qualificado e organização criminosa. A apuração aponta que a vítima teria sido submetida a intensa pressão psicológica antes da morte. A perícia também analisa conversas, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam comprovar a atuação dos suspeitos.
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Itens apreendidos durante operação 'Lívia', da PF
(Foto: Reprodução/PF)
As investigações revelaram ainda que, durante a mesma transmissão, outra adolescente teria sido incentivada à automutilação e ao suicídio, mas deixou a plataforma antes que algo mais grave acontecesse. A polícia também apura possíveis crimes de maus-tratos contra animais praticados pelo grupo.
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Cumprimento de mandados durante operação 'Lívia'
(Foto: Reprodução/PF)
Após a operação, o Ministério da Justiça informou que solicitará à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a abertura de uma investigação sobre a atuação das plataformas Discord e Telegram. A suspeita é de que os serviços tenham falhado no cumprimento das normas brasileiras relacionadas à segurança digital e à proteção de menores.
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O caso reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes em comunidades virtuais e reforça a importância da supervisão familiar, da denúncia de conteúdos criminosos e da atuação das autoridades no combate a grupos que utilizam a internet para praticar violência psicológica e outros crimes.